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Estudo do SGB identifica altos teores de fosfato, urânio e terras raras na Bacia do Parnaíba, no Piauí, com potencial mineral estratégico.
19 de dezembro de 2025
Pesquisa identifica intervalos fosfatados com concentrações comparáveis a depósitos sedimentares clássicos internacionais no leste do Piauí.
Por Ricardo Lima
Um estudo do Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou concentrações elevadas de fosfato, urânio e elementos terras raras na borda oriental da Bacia Sedimentar do Parnaíba, no leste do Piauí, ampliando o conhecimento sobre o potencial mineral estratégico da região.

Foto: SGB / Divulgação.
A pesquisa está detalhada no informe técnico Ocorrências de Fosforitos Sedimentares na Formação Longá, Grupo Canindé, Borda Oriental da Bacia do Parnaíba, disponível no Repositório Institucional de Geociências (RiGeo). O trabalho integra o projeto “Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba” e foi desenvolvido pelos pesquisadores do SGB Paulo Roberto Benevides Filho, Elem Cristina dos Santos Lopes e Carolina Reis.
De acordo com o estudo, foi identificado um intervalo fosfatado com teores elevados de fosfato, urânio e terras raras, com valores que se equiparam — e, em alguns casos, superam — os observados em depósitos sedimentares clássicos explorados em outros países. A espessura das rochas sedimentares da Formação Longá, que pode alcançar até 200 metros, reforça a possibilidade de continuidade dessas concentrações em profundidade.
Segundo a pesquisadora Carolina Reis, os dados obtidos representam um avanço relevante no entendimento geológico da região. “Essa publicação traz estudos detalhados, em diversas escalas, de ocorrências inéditas de fosforitos associados a concentrações notáveis de urânio e elementos terras raras na borda leste da Bacia do Parnaíba”, afirma. Ela acrescenta que “os dados apresentados indicam potencial para viabilidade econômica para essas ocorrências”.
As análises químicas iniciais foram realizadas em campo com o uso de um gamaespectrômetro portátil. Posteriormente, amostras representativas passaram por análises laboratoriais com técnicas como Fluorescência de Raios X (FRX), ICP (Plasma Indutivamente Acoplado) e Microssonda Eletrônica de Varredura (MEV), que confirmaram os resultados preliminares.
Os dados apontam concentrações de até 26,02% de P2O5, urânio com valores de até 1.268 ppm e teores elevados de terras raras, incluindo disprósio (até 259 ppm), érbio (até 281 ppm), itérbio (até 392 ppm) e ítrio, que alcançou até 2.188 ppm.
O estudo reforça o potencial da Bacia do Parnaíba como área estratégica para a prospecção de minerais críticos, especialmente aqueles associados à transição energética e à segurança de insumos minerais.
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