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Renda média de idosos em programa habitacional Vida Longa em SP é de R$ 1.589

23 de setembro de 2026

Por Alessandra Taraborelli, do Viva

São Paulo, 23/09/2026 – Um levantamento realizado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), revelou o perfil socioeconômico dos moradores atendidos pelo programa Vida Longa. A pesquisa mostra que a idade média dos atendidos é de 69,6 anos, com predominância masculina: 58% são homens e 42% são mulheres.

O estudo aponta ainda que quase um em cada dez beneficiários (9,52%) veio da população em situação de rua, grupo marcado por extrema vulnerabilidade social.

A renda média geral dos beneficiários é de R$ 1.589,79, enquadrando-se no teto de até dois salários mínimos exigido pelo programa. No entanto, o valor varia conforme o município, registrando as maiores médias em Santa Bárbara d’Oeste (R$ 2.047,58), Barretos (R$ 1.877,41), Tietê (R$ 1.860,91) e Garça (R$ 1.839,21).

Como funciona o programa

O Vida Longa sucedeu o antigo programa Vila Dignidade, criado em 2009. Reestruturado em 2019, o programa recebeu a partir de 2023 novos investimentos para a entrega de 22 conjuntos habitacionais. Com isso, criou moradia para mais 580 idosos, elevando o total de beneficiados para 930 pessoas com 60 anos ou mais.

A iniciativa oferece moradia assistida e gratuita para idosos autônomos, mas com vínculos familiares fragilizados.

O modelo funciona em parceria: as prefeituras doam o terreno e gerenciam o espaço, enquanto o governo do Estado de São Paulo financia e constrói os imóveis. O custo médio por unidade habitacional ficou em R$ 200 mil em 2025 – contra R$ 207 mil em 2024 e R$ 196 mil em 2023.

Localização e mercado de trabalho

Sobre a localização dos empreendimentos, 69% estão em bairros residenciais e 49% em áreas periféricas.

O levantamento da CDHU/Fipe também analisou o comportamento do envelhecimento populacional e a presença dos idosos no mercado de trabalho:

Municípios pequenos (até 25 mil habitantes): Apresentam maior proporção de idosos, 19,78%, em relação ao total, e alto índice de envelhecimento, de 113,3 idosos para cada 100 jovens. No entanto, a taxa de ocupação laboral é menor: apenas 18,20% dos idosos estão inseridos na força de trabalho.

Grandes centros (mais de 900 mil habitantes): O porcentual de idosos cai para 16,62%, mas a participação deles no mercado de trabalho sobe para 22,16%. Neste caso, o índice de envelhecimento fica em 94,47

No Brasil, o estudo cita iniciativas pioneiras como as Repúblicas para Idosos de São João da Boa Vista, o Conjunto Habitacional para Melhor Idade em Tupã, o projeto Brasil 500 Anos em Tarumã e o programa Cidade Madura, na Paraíba.

Para aprimorar a política pública paulista, o estudo mapeou modelos de referência em habitação para idosos. No cenário internacional, destacam-se o Appleby Blue (Londres), vencedor do prêmio RIBA Stirling de arquitetura em 2025, além dos projetos De Drie Hoven e De Overloop, nos Países Baixos, reconhecidos pela transição gradual entre a moradia independente e a assistência à saúde.

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