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22 de setembro de 2026
Por Rayllanna Cardoso, especial para a Broadcast
Salvador, 22/9/2026 – O candidato do PL ao Senado da Bahia, João Roma, afirma ao Broadcast Político que o presidenciável terá no Estado neste ano um desempenho superior ao alcançado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Ele é um dos principais articuladores da campanha do senador no Nordeste.
Para Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda mantém força eleitoral na região, mas perdeu o que ele chama de “discurso da esperança”.
“Eu acredito que Flávio vai ter um desempenho melhor do que o seu pai na última eleição aqui no Estado da Bahia”, diz. No segundo turno de 2022, Lula recebeu 72,12% dos votos válidos no Estado, ante 27,88% de Bolsonaro.
Recentemente, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, fez coro ao argumento de Roma. Para o pesquisador, o “bônus do Nordeste” de Lula está em declínio. Na Bahia, a pesquisa de setembro de 2022 apontava Lula com 68,6% e Bolsonaro com 22,8%. Agora, o mesmo instituto registra Lula com 52,8% e Flávio com 24,4%.
Para Roma, parte dos eleitores nordestinos permanece ligada a Lula por identificação pessoal e política, mas já não associa o petista à expectativa de melhora da economia ou da qualidade de vida.
“Eu vejo pessoas que dizem que votam em Lula por alguma questão afetiva ou por identidade, mas ninguém abre a boca para dizer que vai votar em Lula porque as coisas vão melhorar. Ninguém vê em Lula soluções para o futuro do Brasil ou novos projetos que possam melhorar a vida das pessoas”, afirma.
Questionado sobre as dificuldades de Flávio para avançar no Nordeste – região onde enfrenta maior rejeição, assim como entre as mulheres, segundo pesquisa BTG/Nexus -, Roma atribui a resistência à força das estruturas políticas comandadas pelo PT. O candidato acusa o partido de criar um “coronelismo 2.0” ao utilizar governos estaduais para pressionar prefeitos e preservar alianças municipais.
“Eles eram tão críticos de uma política que chamavam de coronelismo, dos chamados currais do Nordeste, mas assumiram o poder, inverteram isso completamente e criaram aqui o coronelismo 2.0. Você percebe a presença das estruturas governamentais no Piauí, no Ceará, no Maranhão e na Bahia. Lugares onde o PT utiliza mão de ferro, cooptando prefeitos e deixando todos pedindo pelo amor de Deus para o Estado fazer aquilo que é sua obrigação”, diz.
Para Roma, que foi ministro da Cidadania de Bolsonaro, a troca de comando político nesses Estados seria necessária para “oxigenar” as instituições e criar um novo ciclo econômico no Nordeste.
“Espero que, em 2026, consigamos fazer uma mudança para fortalecer os nossos pilares republicanos e democráticos e para que o Nordeste possa tomar uma nova feição e um novo ritmo de desenvolvimento”, diz.
Flávio na Bahia
Na Bahia, a campanha de Flávio Bolsonaro tem buscado distribuir as agendas por diferentes regiões do Estado. Depois de visitar Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, em junho, o candidato esteve em Vitória da Conquista, no sudoeste. Segundo Roma, a escolha do município considerou sua densidade populacional, a capacidade de mobilizar cidades vizinhas e o simbolismo eleitoral do local.
“Em Conquista, você tem uma maior densidade populacional e há também uma simbologia. Na última eleição, o pai dele foi a Conquista e fez um discurso naquele mesmo local. Em toda a região sudoeste, tivemos delegações de muitos lugares que foram até lá”, diz.
Roma afirma ter sugerido à coordenação nacional da campanha outras agendas na Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana, Teixeira de Freitas e Porto Seguro. “Eu fiz outras solicitações de agenda, mas é uma eleição nacional e eles não conseguem ir a toda parte. Espero que, se a eleição não se resolver no primeiro turno, ele possa fazer outras visitas à Bahia”, diz.
Contato: rayllanna.cardoso@estadao.com
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