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Bradesco/Honorato: Consumo das famílias está fraco e de lado desde 4º tri de 2024

21 de setembro de 2026

Por Gabriela Jucá

São Paulo, 21/09/2026 – O consumo das famílias mostra fraqueza e segue praticamente de lado desde o quarto trimestre de 2024, avaliou o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa. A análise foi apresentada em encontro com jornalistas na sede do banco, em São Paulo, durante exposição de cenário econômico ao lado da superintendente de pesquisa econômica da instituição, Myriã Bast.

Segundo Honorato, embora o nível de consumo tenha crescido em função de dois trimestres mais fortes – um deles influenciado por fatores ligados ao Imposto de Renda -, desde então o avanço tem sido muito pequeno, indicando uma lateralização da demanda das famílias.

“Essa fraqueza relevante do consumo contrasta com o mercado de trabalho, que tem se mostrado sólido. Há uma relação com o endividamento das famílias – ou, para ser mais preciso, com o comprometimento de renda”, afirmou ele, que destacou o ambiente de inadimplência alta e desaceleração do crédito.

Em exercícios, o Bradesco estimou o fluxo financeiro das famílias ao replicar o modelo do Banco Central (BC). “O fluxo está bastante negativo”, observou Honorato, indicando que as famílias vêm devolvendo mais recursos aos bancos do que recebem, em termos líquidos, o que atuaria como um detrator do consumo.

No cenário do banco, com o DXY relativamente estável, crédito perdendo tração e comprometimento de renda elevado, a tendência é de continuidade do ciclo de queda da taxa de juros. Para o fim deste ano, prevê o departamento econômico, a Selic deve atingir o nível de 13,25%.

Honorato ponderou, no entanto, que há incertezas externas e locais, como eventual aperto mais forte pelo Federal Reserve (Fed) e a forma como o mercado avaliará as contas públicas após as eleições.

Contato: gabriela.silva@estadao.com

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