Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

S&P eleva ratings nacionais da Light para brBB+ após saída da recuperação judicial

18 de setembro de 2026

Por Luísa Laval

São Paulo, 18/09/2026 – A S&P National Ratings elevou os ratings de crédito de emissor de longo prazo e das debêntures senior unsecured da Light de ‘D’ para ‘brBB+’ na escala nacional, após a companhia concluir o processo de recuperação judicial. A agência também elevou o rating de curto prazo para ‘brB’ e atribuiu rating de emissão ‘brBB+’ à 9ª e à 21ª emissões de debêntures da companhia. A perspectiva é estável.

Segundo a S&P, a Light reduziu a dívida bruta em cerca de R$ 1,7 bilhão por meio de conversão de dívidas e realizou aumento de capital de R$ 1,5 bilhão. Com isso, a agência projeta queda da dívida líquida sobre Ebitda ajustado para cerca de 5,3 vezes em 2026 e 4,8 vezes em 2027, ante 6,5 vezes em 2025.

Apesar da melhora da estrutura de capital, a S&P afirmou que ainda vê riscos ligados à geração de caixa e ao acesso ao mercado de capitais para financiar o programa de investimentos nos próximos anos. A agência estima fluxo de caixa operacional livre (FOCF) negativo em cerca de R$ 1,8 bilhão em 2026 e de R$ 350 milhões em 2027, em um cenário de capex anual entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,0 bilhões.

A S&P destacou que a Light segue com perdas não técnicas elevadas em áreas de risco. Nos 12 meses até junho de 2026, a taxa estava perto de 77%, acima do patamar regulatório de 42% ao fim de 2026. Segundo a agência, essa diferença pressiona o caixa por meio de glosas, estimadas em cerca de R$ 1 bilhão em 2025 e 2026.

A perspectiva estável reflete a expectativa de melhora da geração de caixa operacional a partir de março de 2027, quando a revisão tarifária deve incorporar o aumento do limite regulatório de perdas de 43% para 58% e o recálculo das perdas não técnicas. Com isso, a S&P projeta redução das glosas de cerca de R$ 1 bilhão para R$ 500 milhões em 2027, com Ebitda subindo para aproximadamente R$ 2,2 bilhões e geração de caixa operacional para R$ 1,5 bilhão. Ainda assim, a agência disse considerar a melhora insuficiente para financiar o capex elevado.

A S&P afirmou que um eventual upgrade depende de maior clareza sobre o tratamento das áreas de risco previsto no novo contrato de concessão e de melhora da alavancagem, com dívida líquida ajustada sobre Ebitda abaixo de 5,0 vezes.

Contato: luisa.laval@estadao.com

Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.

Veja também