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15 de setembro de 2026
Por Lavínia Kaucz, Gabriel Máximo e Victor Ohana
Brasília, 15/09/2026 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito no julgamento que vai decidir sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes devido às suas supostas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. O magistrado já vem adotando essa posição em processos relacionados ao Banco Master.
Em sua exposição de motivos, Toffoli afirmou que se afastou da relatoria do inquérito do Master em razão das repercussões da ligação de uma empresa de sua família com a instituição financeira e para “preservar a Corte”.
O ministro disse que vem se declarando impedido de julgar os processos relacionados ao caso, que tramitam na Segunda Turma do STF, por “razão de foro íntimo”. Ele também destacou que o relatório da Polícia Federal (STF) que apontava sua ligação com o Master foi arquivado pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, por “ausência de ilícitos”.
Além de Toffoli, Nunes Marques também se declarou impedido de participar do julgamento. Ele argumentou que o caso tem potencial para impactar as eleições e disse não se sentir “confortável” em analisar o processo, em razão de sua atuação como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após se declarar impedido, Nunes Marques se retirou da sessão do STF, ao contrário de Toffoli, que disse que iria se manter no plenário.
A decisão do ministro Nunes Marues foi tomada após vazamentos de mensagens citarem seu nome como envolvido com Master. Como mostrado pelo Estadão, conversas no celular de Daniel Vorcaro indicam pagamento de R$ 500 mil ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques.
Além disso, foram encontradas mensagens enviadas por uma mulher que informou ao banqueiro, em fevereiro de 2025, que “as meninas estão prontas” e pediu um endereço. Em 7 de março, a mulher mandou outras mensagens a Vorcaro: “A minha amiga lá aquele dia! Deu certo né? Ela disse que ficou com o Kássio! Ela tá me cobrando aqui”.
Aliado de André Mendonça, Nunes Marques acompanhou o colega para confirmar a decisão que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal (PF) na semana passada. A expectativa era que seu voto fosse a favor da abertura de investigação de Moraes.
Contato: lavinia.kaucz@estadao.com; gabriel.maximo@estadao.com; victor.ohana@estadao.com
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