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BNDES/Mercadante: centro de estudos estratégicos está em criação pelo banco

15 de setembro de 2026

Por Juliana Garçon

Rio, 15/09/2026 – O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse há pouco que o Brasil e a América Latina precisam construir um modelo de desenvolvimento econômico convergente que avance na capacidade produtiva tecnológica, inserido no contexto de cadeias de valor.

O executivo disse que o banco está criando um centro de estudos estratégicos para formular políticas públicas. Também comentou a proposta do candidato do Avante à presidência, Augusto Cury, de dividir o BNDES em dois.

“O BNDES não é uma jabuticaba”, disse, indicando que há dezenas de bancos de fomento em todo o mundo. “Não queremos ser um banco inchado”, disse, indicando que a instituição deve navegar em “velocidade de cruzeiro”. A ideia é que os desembolsos acompanhem as aprovações, que atingem cerca de 2% do PIB.

Mercadante também citou, de forma crítica, a “motosserra” – termo usado pelo presidente da Argentina, Javier Milei para dizer que está cortando fortemente gastos públicos e que é copiado por Flávio. Também citou a ideia de cortar 40% da folha de pagamento do funcionalismo público brasileiro usando IA, sugestão dada pelo ex-ministro Paulo Guedes.

O executivo participa do seminário “Rupturas e Oportunidades – Propostas para que América Latina e o Caribe prosperem na nova era geopolítica”, que celebra o lançamento de estudo homônimo. O evento é realizado na sede do BNDES, na região central do Rio.

O presidente do BNDES também apontou que o primeiro elemento de vantagem da América Latina no momento de rupturas da ordem global é a cadeia alimentar, na qual a produção de alimentos deve se fazer preservando os recursos naturais. O segundo é a cadeia energética, com o Brasil ocupando espaço de um dos maiores produtores de petróleo e avançando nos biocombustíveis, enquanto a Colômbia descobre uma nova fronteira energética no gás.

Enfim, no setor de mineração, Mercadante citou que as reservas brasileiras, citando que o país concentra 46% das reservas de lítio; 35% do cobre e 28% de grafite. “Não queremos mais ser apenas grandes exportadores de commodities. Não basta ser grande fazenda. Temos de industrializar, desenvolver serviços.”

Contato: juliana.garcon@estadao.com

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