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15 de setembro de 2026
Hong Kong, 15/09/2026 – Enquanto o avanço da inteligência artificial reacende o debate global sobre seus riscos, Estados Unidos e China mantêm uma corrida para desenvolver modelos cada vez mais poderosos, mesmo reconhecendo preocupações com segurança e governança.
Por anos, os EUA lideraram em capacidade de modelos, pesquisa e influência acadêmica. A China, porém, vem reduzindo rapidamente essa distância, apesar de restrições lideradas por Washington que limitam o acesso chinês a tecnologias avançadas, como chips de última geração e as máquinas usadas para produzi-los.
Especialistas e relatórios recentes, como o do Stanford Institute for Human-Centered Artificial Intelligence, avaliam que a China emergiu como contrapeso aos EUA e, neste ano, dá sinais de diminuir de forma relevante a dianteira americana. “A diferença entre os modelos dos EUA e da China é estreita e frágil”, afirma Samm Sacks, pesquisadora sênior do Institute for America, China, and the Future of Global Affairs, da Johns Hopkins School of Advanced International Studies.
A discussão ganha peso antes da visita esperada do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington neste mês para se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump. Analistas dizem que o futuro da IA dependerá em grande medida do que chineses e americanos fizerem – e deixarem de fazer.
Modelos chineses intensificam a disputa
Entre os destaques recentes, a startup Moonshot AI, de Pequim, lançou o Kimi K3, que chegou a aparecer como o terceiro no ranking global de inteligência da plataforma Artificial Analysis, atrás do Claude Fable 5, da Anthropic, e do GPT-5.6 Sol, da OpenAI. O modelo agora figura em nono, sinal de que a liderança no setor é dinâmica.
A DeepSeek também ganhou visibilidade ao demonstrar que modelos chineses podem desafiar a liderança americana. Seu modelo R1, lançado em janeiro de 2025, foi descrito como mais barato do que equivalentes dos EUA. Em abril, a empresa apresentou uma prévia do V4, com avanços em conhecimento, raciocínio e capacidades “agênticas”, isto é, de planejar e executar múltiplas etapas complexas com pouca orientação humana.
Outras apostas incluem o GLM-5.2 e o GLM-5.3, da Z.ai, com melhorias em programação e funções “agênticas”, e o Qwen3.8-Max, da Alibaba, que a empresa descreveu como o mais poderoso da série.
Pequim alerta para riscos à segurança e à governança
Na China, autoridades vêm enfatizando que a IA pode criar ameaças à segurança nacional e ao controle social. Em artigo publicado no domingo, o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança política, institucional e ideológica do país se for usada por “forças hostis e indivíduos com segundas intenções”. Ele citou o potencial de deepfakes para disseminar “rumores políticos” em larga escala e disse que ferramentas avançadas podem facilitar a exploração de vulnerabilidades de cibersegurança.
Apesar dos alertas, a liderança chinesa defende acelerar o desenvolvimento de IA e buscar autossuficiência tecnológica, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de controlar riscos e promover um arcabouço global de governança.
Washington acusa “destilação” de modelos
Nos EUA, autoridades acusam desenvolvedores chineses de praticar “destilação em escala industrial”, técnica em que modelos são treinados para copiar ou imitar capacidades de sistemas mais poderosos. Em 8 de setembro, FBI, NSA e a Cybersecurity and Infrastructure Security Agency afirmaram que desenvolvedores chineses extraíram capacidades de alguns dos modelos mais avançados dos EUA em atividades “agressivas, maliciosas e direcionadas”. No mesmo dia, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “os chineses destilam nossos modelos e nunca conseguem ficar à nossa frente”.
A China rejeitou as acusações, dizendo que a destilação é comum no setor, pediu que os EUA evitem “acusações infundadas” e acusou Washington de buscar um “monopólio da indústria de IA”.
A pesquisadora Lizzi C. Lee, do Asia Society Policy Institute, afirma que a destilação é uma técnica padrão, mas diz que a acusação americana é mais específica, ao alegar que empresas chinesas teriam usado acesso não autorizado e outros métodos para extrair capacidades restritas de modelos de fronteira. Para ela, a implicação estratégica é que os EUA, além de controlar insumos como chips, podem passar a considerar também os “produtos” desses modelos como uma forma de transferência de tecnologia. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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