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FenaSaúde: dados econômico-financeiros dos planos de saúde confirmam recuperação pós-pandemia

17 de setembro de 2026

Por Wilian Miron

São Paulo, 17/09/2026 – Os resultados financeiros dos planos de saúde no fechamento do primeiro semestre de 2026 confirmam a recuperação do segmento a níveis pré-pandemia, mas já indicam a estabilização dessa tendência e apontam retração em indicadores cruciais, constata a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou ontem, 16, os dados consolidados das empresas reguladas, apontando que o lucro líquido do setor foi de R$ 12,1 bilhões no primeiro semestre deste ano. A receita total foi de R$ 206,3 bilhões no período.

Segundo a FenaSaúde, contudo, o cenário permanece exigindo atenção rigorosa, especialmente em relação à sustentabilidade das operadoras. A margem operacional do primeiro semestre de 2026 ficou em 3,2%, ante 3,9% no mesmo período de 2025. Na comparação do resultado líquido, a queda foi de 12,2% no período, o que corresponde a uma margem líquida setorial de 6,2%, contra 7,7% registrada no ano anterior.

“Os resultados do primeiro semestre de 2026 mostram uma queda relevante de 12,2% no resultado líquido, puxada pela retração dos resultados operacionais das operadoras”, diz trecho da nota.

Para a entidade, essa redução indica que a recuperação do setor ocorrida em 2025 começa a perder força. A margem operacional caiu de 3,9% para 3,2% no período, enquanto a margem líquida recuou de 7,7% no primeiro semestre de 2025 para 6,2% em 2026, sinalizando tendência de queda. “Diante disso, as operadoras continuarão empenhadas no esforço constante para manter custos sob controle, combater desperdícios e assegurar a sustentabilidade do sistema”, destaca trecho do texto.

O executivo destaca ainda o histórico de rentabilidade do setor, respaldado por estudo recente da LCA Consultoria. Entre 2010 e 2025, a margem líquida média do setor foi de 3,5%. No entanto, ao desconsiderar o resultado financeiro, a margem operacional no mesmo período foi de apenas 0,6%, evidenciando a forte pressão sob a qual as operadoras operam no longo prazo.

Outro ponto mencionado foi que os dados da ANS corroboram o alerta da entidade, uma vez que houve retração de 10,4% no resultado operacional em relação ao primeiro semestre de 2025, enquanto o resultado financeiro registrou um salto de 10,3%. Como proporção do resultado antes dos impostos, o resultado operacional respondeu por 39%, enquanto o financeiro representou 52%. Já o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) recuou para 14%, ante os 16% registrados no fechamento de 2025.

Por fim, a base de clientes registrou estabilidade no período: o setor encerrou o semestre com 53,1 milhões de beneficiários em planos de assistência médica, alta de 0,41% ante o fim de 2025, e 36,8 milhões em planos exclusivamente odontológicos, com crescimento de 3,2%.

Contato: wilian.miron@estadao.com

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