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15 de setembro de 2026
Por Lavínia Kaucz, Gabriel Máximo e Victor Ohana
Brasília, 15/09/2026 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a defender o convocação de testemunhas ao plenário da Corte para verificar as informações de um relatório de inteligência da Polícia Federal que aponta que o ministro André Mendonça tentou interferir indevidamente no andamento de acordos de delação premiada na investigação sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O relatório de inteligência também diz que André Mendonça perguntou em reuniões com a equipe da PF sobre o que existia no celular do dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, em relação a Moraes. O documento, porém, é tido como apócrifo por Mendonça, porque, como um documento interno, não tem valor probatório.
Moraes sustenta que, apesar de não serem provas, os relatórios de inteligência da Polícia Federal são oficiais e consistem em meios de obtenção de prova. “É muito fácil saber se o que consta no relatório de inteligência é verdadeiro ou não. Basta intimar testemunhas. E por que isso? No mundo todo, relatórios de inteligência são tratados como meios de obtenção de prova, assim como as colaborações premiadas”, afirmou.
Moraes disse também que, em relação às supostas conversas que teria feito com Vorcaro por celular, “extração de bloco de notas é uma coisa, mensagem é outra”. O ministro se refere à apuração de conversas de Vorcaro a partir de escritos no bloco de notas, que tinham as imagens capturadas eletronicamente para serem enviadas a contatos de forma temporária. “Extração de bloco de notas presume de que ‘pode ser que’, ‘talvez'”, disse.
O magistrado afirmou ainda que Mendonça determinou investigação contra ele “de ofício” em agosto, com dados existentes desde maio. A tese de Moraes é de que o colega do STF ignora a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), contrária à investigação.
Contato: lavinia.kaucz@estadao.com; gabriel.maximo@estadao.com; victor.ohana@estadao.com
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