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BRB afasta cinco funcionários por suspeitas de envolvimento no esquema do Banco Master

14 de setembro de 2026

Por Alvaro Gribel, do Estadão

Brasília, 14/09/2026 – O Banco de Brasília (BRB) afastou cinco funcionários da instituição por suspeitas de envolvimento nas fraudes com o Banco Master. A medida foi tomada após pedido da corregedoria do próprio banco, que também adota uma investigação interna para apurar as falhas de governança no órgão distrital.

“O BRB informa que o Conselho de Administração do Banco autorizou a Corregedoria da instituição a prosseguir com afastamento cautelar de 5 empregados do BRB no âmbito das investigações internas relacionadas ao ecossistema Master. O Banco reforça que os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações”, disse o BRB em nota.

A informação foi noticiada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast Político.

Uma perícia da Polícia Federal realizada em agosto deste ano confirmou que houve fraudes financeiras nas operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

A perícia serviu para checar as informações investigadas anteriormente pela PF e analisar uma série de documentos enviados pelo BRB aos investigadores. Segundo a polícia, as fraudes somaram aproximadamente R$ 17 bilhões e tiveram uma produção massiva de documentos falsos.

O BRB não informou os nomes dos servidores afastados, mas, segundo apurou a reportagem, dois são ex-diretores de carreira que faziam parte da diretoria formada por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do órgão, preso por acusação de participar do esquema, ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro , do Master.

Entre os afastados estão o ex-diretor de finanças e controladoria Dario Oswaldo Garcia Júnior e a ex-diretora de controles e riscos Luana de Andrade Ribeiro. Todos já haviam sido deslocado de suas funções desde a troca na presidência do BRB, mas continuavam trabalhando em agências do órgão, por serem concursados. Agora, eles vão aguardar de casa a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

O Estadão/Broadcast Político não conseguiu contato com os citados e o espaço segue aberto. Outros três superintendentes também foram afastados.

Na Polícia Federal, a conclusão da perícia é de que a antiga diretoria do BRB aprovou a compra de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master entre 2024 e 2025. A perícia concluiu que o processo foi conduzido mediante práticas de gestão fraudulenta, e não apenas por gestão temerária ou falhas administrativas isoladas.

Impasse para socorrer o BRB

O BRB agora corre contra o tempo para conseguir um aporte do Governo do Distrito Federal (GDF) para conseguir reequilibrar o seu balanço e cobrir as perdas com o Master. O governo Celina Leão tenta viabilizar um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com garantia de grandes bancos para conseguir injetar R$ 6,6 bilhões na instituição.

O Tesouro Nacional não quer ser fiador do negócio, por entender que o governo federal não deve socorrer o BRB – pelo fato de o banco ter se envolvido por conta própria nos crimes do banco Master. Os bancos, por sua vez, só topam conceder os recursos com esse aval.

A transação financeira agora está sob análise do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teme a quebra do banco público – que carrega cerca de R$ 33 bilhões em depósitos judiciais de cinco Tribunais Regionais do País.

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