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14 de setembro de 2026
Por Eduardo Laguna e Gabriela Jucá
São Paulo, 14/09/2026 – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, disse hoje que o Judiciário enfrenta uma crise muito grave e sem precedentes, mas que será superada. Durante seminário da Esfera, ele salientou que, apesar da gravidade do momento, a democracia deve sair fortalecida, ainda que seja necessário “reformar” e “repensar” o funcionamento da Justiça.
“Uma crise no Judiciário desta proporção, não assistimos, mas nós vamos superar”, declarou Mercadante. O presidente do BNDES defendeu que a crise institucional exige mudanças estruturais, com maior controle e transparência sobre o uso de recursos públicos.
Ele argumentou, ainda, que é preciso discutir o papel do Legislativo e rever o modelo das emendas parlamentares, propondo rastreabilidade total – “da hora que é aprovada até o último centavo da prestação de contas” – e direcionamento dessas verbas a projetos estratégicos nacionais, alinhados às prioridades do orçamento.
Em relação ao Judiciário, Mercadante citou o aumento da litigância contra o Estado e a escalada dos precatórios como fatores de pressão fiscal. Ele destacou que os precatórios, que eram cerca de 0,6% do PIB, estariam se aproximando de 1% do PIB, e mencionou que, quando o atual governo assumiu, havia um passivo de aproximadamente R$ 94 bilhões em precatórios não pagos. Nesse sentido, defendeu regras de eficiência e responsabilidade fiscal também para o Poder Judiciário.
Para ele, a sustentabilidade das contas públicas exigirá um “pacto” e um novo ordenamento institucional, incluindo debate sobre a Previdência com cautela para proteger os mais pobres, além de medidas que coíbam distorções, como um teto remuneratório efetivo e discussão transparente sobre rendimentos nos três Poderes.
Contatos: eduardo.laguna@estadao.com; gabriela.silva@estadao.com
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