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9 de setembro de 2026
Por Isadora Duarte
Brasília, 09/09/2026 – A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também cobrou nesta quarta-feira resposta do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à crise institucional que atinge a Corte. Em manifesto, a federação defende a transparência, independência e caráter apartidário do STF e afirma que a Justiça “não pode ter donos”. “O Brasil não pertence a governos, partidos, grupos econômicos ou qualquer pessoa. O Brasil pertence aos brasileiros. E nenhuma instituição da República, por mais poderosa que seja, pode se colocar acima da sociedade que lhe dá legitimidade”, disse a federação no texto.
A federação afirma que é necessário “esclarecimentos imediatos, transparentes e rigorosos” sobre os recentes episódios envolvendo alguns ministros do STF, agentes públicos e interesses privados. “Situações dessa natureza comprometem a confiança da população nas instituições e exigem apuração independente, sem privilégios ou qualquer tentativa de proteção corporativa. Em uma democracia sólida, nenhum agente público está acima dos princípios da transparência, da responsabilidade e da prestação de contas”, defendeu a Fiemg.
A federação disse que concorda com a manifestação dos treze ex-ministros do STF que solicitam ao presidente da Suprema Corte sessão pública do Plenário para imediata e rigorosa apuração dos fatos. “Ministros e juízes devem estar submetidos às mesmas regras, princípios éticos e mecanismos de controle que valem para qualquer cidadão. A toga confere autoridade para fazer cumprir a Constituição. Não confere impunidade”, continuou a Fiemg, cobrando aplicação de sanções, impedimentos e suspeições, caso seja comprovada a responsabilidade de agentes públicos.
Para a Fiemg, a confiança nas instituições é um patrimônio que não pode ser colocado em risco em ano eleitoral. “Qualquer percepção de que decisões judiciais possam beneficiar grupos ou atingir adversários gera insegurança, amplia a polarização e pode produzir consequências econômicas e sociais que serão pagas por todos os brasileiros”, acrescentou a federação.
Por fim, a Fiemg defende segurança jurídica e previsibilidade para o setor empresarial. “O setor produtivo não pede privilégios. Não pede proteção. Pede Justiça. Pede imparcialidade. Pede transparência”, concluiu a federação.
Contato: isadora.duarte@estadao.com
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