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Cury apoia manifesto da Fiesp e cobra rapidez e isenção do STF

9 de setembro de 2026

Por Gabriel Gonçalves, especial para a Broadcast

São Paulo, 09/09/2026 – O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) manifestou nesta quarta-feira, 9, apoio ao “Manifesto à Nação Brasileira”, divulgado por cerca de 3 mil entidades do setor produtivo lideradas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e cobrou rapidez e isenção do Supremo Tribunal Federal (STF) na análise de fatos envolvendo integrantes da Corte.

A declaração foi dada após reunião na sede da Fiesp, na Avenida Paulista. O manifesto cobra do Supremo análise urgente e pública de fatos recentes, com transparência e imparcialidade. Segundo os organizadores, as entidades signatárias representam cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 40 milhões de empregos.

Cury afirmou que foi à entidade também para prestar solidariedade ao documento. “Eu sou a favor desse manifesto”, disse. Segundo ele, eventuais atos ilícitos cometidos por integrantes do STF devem ser investigados e julgados “até as últimas consequências”.

“Ninguém, literalmente ninguém está acima da lei, nenhum membro também da Corte, nenhum ministro da Suprema Corte”, afirmou.

Ao tratar especificamente do ministro Alexandre de Moraes, Cury disse que, se for comprovada uma irregularidade grave o suficiente para comprometer sua permanência no cargo, o ministro deve sofrer impeachment ou deixar a função. O candidato ressaltou, porém, que não fazia um julgamento antecipado.

Cury também cobrou rapidez na análise do caso e disse esperar uma definição ainda em setembro. “Eu espero que agora, neste mês de setembro, isso já esteja resolvido, porque não adianta empurrar um julgamento que se arrasta, arrasta, arrasta por meses e depois se torna estéril, em pizza”, declarou.

O presidenciável afirmou ainda que integrantes do Supremo, assim como outros ocupantes de cargos públicos, devem responder à sociedade. “Ninguém é dono do seu cargo. Existe um patrão, existe um empregador que chama sociedade brasileira”, disse.

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