Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

Cury abre possibilidade de apoiar Flávio num eventual 2º turno, desde que ele explique denúncias

10 de setembro de 2026

Por Gabriel Gonçalves, especial para a Broadcast, e Mateus Fagundes

São Paulo, 10/9/2026 – Depois de afirmar, nesta quinta-feira, 10, que não apoiaria ‘em hipótese alguma’ o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um eventual segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto, o candidato Augusto Cury (Avante) indicou que a neutralidade seria uma possibilidade caso ficasse fora da disputa. Contudo, deixou aberta a hipótese de apoio a Flávio Bolsonaro (PL), desde que considere satisfatórias suas explicações e o adversário comprove que não é corrupto, com relação às denúncias que envolvem o filme Dark Horse, sobre a biografia de seu pai.

Questionado durante encontro na Genial Investimentos, em São Paulo, sobre o segundo turno da corrida presidencial, Cury descartou Lula, dizendo que não o apoiaria “em hipótese nenhuma”. A declaração arrancou gritos de aprovação da plateia. Na sequência, o candidato disse que Lula deveria “se aposentar”, embora tenha feito uma avaliação positiva sobre o início do primeiro governo do petista.

Ao tratar de Flávio Bolsonaro, Cury destacou que não daria apoio automaticamente. “Ele teria que provar que não é corrupto e teria que explicar o Dark Horse”, emendou.

Questionado novamente sobre a possibilidade de apoiar Flávio caso o candidato do PL desse explicações, Cury respondeu que o adversário “vai ter que explicar muito” e afirmou que “o Brasil não pode compactuar com corrupção”.

Cury acrescentou que também exigiria compromisso com seu programa de governo antes de eventualmente apoiar o candidato do PL. Segundo ele, Flávio teria de registrar o plano e assumir que cumpriria as propostas apresentadas pelo escritor.

“Não dá para apoiar o Lula da Silva em hipótese alguma”, reiterou Cury. Em seguida, afirmou que suas críticas não deveriam ser interpretadas como ataques pessoais e disse querer que os adversários respondam por suas gestões e propostas.

Veja também