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9 de setembro de 2026
Por Victor Ohana
Brasília, 09/09/2026 – O candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de seus respectivos cargos. As declarações ocorreram durante sabatina na Rádio Itatiaia, nesta quarta-feira, 9.
Na ocasião, Caiado disse ver como justas as decisões do ministro André Mendonça, relator do processo sobre o Banco Master no STF, de retirar o sigilo sobre a ação que trata das mensagens entre Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de solicitar o afastamento de Andrei Rodrigues da Polícia Federal.
“O ministro André Mendonça, o que ele fez, foi tudo aquilo que a sociedade deseja, ou seja, tornar público todos os nomes que ali estão envolvidos no caso Master, porque o eleitor não pode ser traído ou não pode conhecer quais são as práticas delituosas, de corrupção, de recebimento de propina, às vésperas de uma eleição”, declarou Caiado.
O ex-governador de Goiás afirmou ainda que o STF deveria se reunir de imediato para afastar Moraes do cargo. “O Supremo Tribunal Federal não pode servir de escudo para problemas de ordem individual”, disse.
Caiado continuou: “O colegiado deveria se reunir imediatamente, afastá-lo da condição de ministro do Supremo, e outras medidas seriam tomadas, sendo o Senado Federal credenciado também para votar o seu afastamento definitivo, que nós chamamos de impeachment, e a Justiça seguir adiante no levantamento de todos os fatos dos quais ele está sendo denunciado”.
O candidato também defendeu a manutenção de Mendonça à frente do caso e criticou o monitoramento do qual o ministro se queixou. “Ele foi grampeado durante 30 dias, e nada mais justo do que o ministro do Supremo pedir o seu afastamento”.
Em outro momento da entrevista, acrescentou: “O que está colocado é que um diretor-geral da Polícia Federal, ao monitorar um ministro do Supremo Tribunal Federal, essa prova é mais do que suficiente de que ele não tem as condições mínimas de responder pelo cargo”. Segundo ele, “o afastamento dele já deveria ter acontecido”.
Contato: victor.ohana@estadao.com
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