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7 de setembro de 2026
Por Redação, do Estadão
São Paulo, 07/09/2026 – A fiscalização nas rodovias do Estado de São Paulo passou por uma revolução tecnológica com a chegada dos radares e câmeras equipados com Inteligência Artificial (IA).
O levantamento operacional aponta que a tecnologia já flagrou e resultou na autuação de mais de 16 mil motoristas em trechos monitorados por concessionárias como a Renovias (com atuação em rodovias como a SP-340 e a SP-342).
Entre todos os comportamentos de risco identificados pelas lentes inteligentes, a falta de uso do cinto de segurança lidera isoladamente o ranking das infrações mais cometidas.
Falta de cinto supera até o uso de celular ao volante
Embora o uso do smartphone ao dirigir seja apontado por especialistas em trânsito como uma das maiores causas de distração e acidentes graves no País, foi a ausência do cinto de segurança – tanto pelo motorista quanto pelos passageiros – que mais acionou os alertas dos novos sistemas com IA.
Até a chegada dos equipamentos de alta precisão, flagrar a falta de cinto era uma tarefa desafiadora para os agentes de trânsito, que dependiam da observação visual direta em veículos trafegando em alta velocidade. Com os radares inteligentes, essa barreira caiu:
.Infração falta de cinto: Considerada grave pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), gera .multa no valor de R$ 195,23 e 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Uso de celular ao volante: Considerada gravíssima, com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH.
As câmeras também são capazes de identificar outros comportamentos irregulares no interior do veículo, como transporte inadequado de crianças fora da cadeirinha ou objetos que obstruam a visão do condutor.
Como funciona o sistema: IA captura, humano valida
Ao contrário do que muitos motoristas imaginam, a inteligência artificial não emite as multas de forma automática.
O processo de fiscalização é híbrido, o que garante a segurança jurídica do condutor:
1. Captura e Análise: As câmeras (com resolução Full HD e 4K, além de iluminação infravermelha para operação noturna) monitoram a via 24 horas por dia e analisam centenas de quadros por segundo.
2. Triagem por IA: O algoritmo identifica padrões suspeitos no interior do habitáculo – como a ausência do cinto sobre o ombro do motorista ou a postura de segurar um aparelho celular.
3. Validação Humana: O sistema envia a imagem recortada e o registro para uma central. Um agente do Policiamento Rodoviário da Polícia Militar analisa o flagrante. Somente após a confirmação visual do agente a autuação oficial é emitida.
Efeito educativo: número de infrações começa a cair
Se em um primeiro momento a instalação dos radares com IA provocou um salto no número de autuações – refletindo a eficácia de uma fiscalização que antes não conseguia alcançar a rotina interna dos veículos -, os dados recentes indicam o início de uma mudança comportamental.
À medida que os motoristas tomam conhecimento da presença dos equipamentos e da capacidade de visão da IA, o número de infrações flagradas nos pontos monitorados começa a cair. O efeito educativo demonstra que a presença da tecnologia cumpre seu principal objetivo: prevenir acidentes e preservar vidas nas estradas.
Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o uso do cinto de segurança no banco da frente reduz em até 45% o risco de morte em acidentes, enquanto no banco traseiro a redução pode chegar a 75%.
Com a expansão dos radares com IA para novas rodovias paulistas (como o Rodoanel e a Rodovia Raposo Tavares), a expectativa é que o respeito aos itens básicos de segurança se consolide definitivamente entre os condutores.
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