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Empresas B2B redirecionam orçamento para territórios de conteúdo editorial

Dados setoriais mostram avanço do investimento em publicação garantida como métrica de reputação e visibilidade em buscadores de IA

4 de setembro de 2026

A publicação em veículos editoriais ganha força em 2026 e é o modelo de atuação da PulseBrand com a publicação garantida em portais de relevância nacional. Foto: Divulgação

Empresas B2B ampliam a fatia do orçamento de marketing destinada a presença editorial estruturada em veículos de autoridade. Dados do CMI (Content Marketing Institute) apontam que 45% dos profissionais de marketing projetam aumento de investimento em conteúdo no ciclo atual, contra 6% que preveem redução. No Brasil, 74,7% das empresas B2B já praticam marketing de conteúdo, e seis em cada dez iniciaram o ano com orçamento superior ao do ciclo anterior, segundo levantamento da Intelligenzia em parceria com a Rock Content. A PulseBrand, plataforma de publicação garantida em portais Tier-1, acompanha essa migração de budget entre seus clientes corporativos.

O movimento ocorre em paralelo a uma revisão de metas. Segundo a RD Station, 75% das empresas não atingiram suas metas de marketing em 2023, dado que tem levado gestores a substituir a lógica de pauta avulsa por uma abordagem de territórios de conteúdo, entendida como complemento e evolução da assessoria tradicional, não como ruptura com ela. Na prática, a empresa passa a ocupar de forma contínua dois ou três temas centrais alinhados ao seu posicionamento, em vez de disputar espaço editorial pauta a pauta.

Métrica de visibilidade migra de cliques para citação

A publicação em veículos editoriais ganha peso adicional em 2026 com a mudança na forma como motores de busca generativos indexam e retornam informação. Segundo dados da Muck Rack em parceria com a Bolt PR, 94% das citações geradas por ferramentas de IA, como ChatGPT, Claude, Gemini e Perplexity, têm origem em conteúdo editorial, e não em mídia paga do tipo banner ou anúncio display. O critério de seleção do motor generativo é o formato do conteúdo, não a origem da publicação: matérias jornalísticas em veículos de autoridade são priorizadas, peças publicitárias não. A métrica primária de visibilidade digital deixou de ser o CTR (Click-Through Rate, taxa de cliques) e passou a ser a taxa de referência, já que a resposta é sintetizada na própria tela do usuário, sem que o leitor precise clicar em um link para acessar o conteúdo original.

Estudo de GEO (Generative Engine Optimization) da Universidade de Princeton mostra ainda que conteúdo saturado de palavras-chave e com tom estritamente promocional tem impacto negativo de visibilidade nos motores generativos, que priorizam dados estruturados, fatos verificáveis e pesquisa original.

“A estruturação de territórios de conteúdo envolve etapas claras: definir dois a três temas centrais a partir do posicionamento da marca, mapear portais conforme sua função de autoridade, alcance ou regionalização, elaborar calendário editorial com cadência definida e mensurar resultados por indicadores de reputação, como participação de voz temática”, explica Isadora Reis, fundadora da PulseBrand.

Planejamento documentado correlaciona com melhor desempenho

Apenas 47% dos profissionais B2B têm estratégia de conteúdo documentada, mas esse índice sobe para 62% entre os que reportam melhores resultados, segundo o CMI. Para o setor de RI (Relações com Investidores) e para diretorias financeiras que decidem alocação de verba de marca, o dado reforça a correlação entre previsibilidade editorial e desempenho mensurável, em contraste com investimentos pontuais sem calendário definido.

A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da PulseBrand

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