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Exclusivo: Bradesco reduz perdas com portabilidade na previdência e aposta em fundos temáticos

2 de setembro de 2026

Por Jean Mendes

O Bradesco Vida e Previdência vem reduzindo as perdas líquidas de recursos por portabilidade para a concorrência e aposta no lançamento de novos produtos para reforçar a retenção de clientes. A estratégia passa pela oferta de fundos temáticos, que podem abranger desde o setor de tecnologia até ações chinesas com exposição direta ao mercado local, sem passar pelo dólar.

A companhia administra cerca de R$ 375 bilhões e acumula saldo entre novos aportes, resgates e portabilidades positivo em R$ 900 milhões. Olhando apenas para portabilidades, ainda está negativo em R$ 1,5 bilhão neste ano, reduzindo 40% do gap em relação a 2025 nestas linhas e com diferença próxima de zero nos últimos três meses.

“Estamos muito mais equilibrados do que no passado. No nosso pior momento, chegamos a ter quase R$ 7 bilhões de saída líquida. Continuamos em um processo de gradual equilíbrio entre saídas e entradas”, afirma Estevão Scripilliti, diretor da companhia o Bradesco Vida e Previdência.

O executivo afirma que, nos últimos três meses, as perdas líquidas ficaram próximas de zero. A expectativa, diz, é que a empresa consiga zerar o saldo líquido de portabilidades em breve. “Não é impossível imaginar chegarmos ao equilíbrio no ano que vem. Vamos brigar muito para isso acontecer, mas não é um compromisso”, afirma.

Fundos temáticos

Na estratégia de fundos temáticos, o Bradesco Vida e Previdência atua por meio de produtos geridos internamente ou em parceria com outras casas. Prevê lançar, ainda neste ano, um fundo de empresas de tecnologia, que será gerido pela Bradesco Asset Management (BRAM). No caso da estratégia de ações chinesas, a concepção original é de uma gestão baseada em fundos de índices (ETFs, na sigla em inglês) negociados na própria China, que acompanham a dinâmica dos ativos locais.

Esses novos fundos vão se juntar à prateleira existente que tem aqueles com exposição à Bolsa americana e carteiras internacionais de renda fixa e ações, em proporções de 60/40 e 80/20, além do Global Connection, que combina renda fixa local e internacional. Nos setoriais, existe o de estratégia imobiliária gerida pela Tivio e fundos ligados à tese de boas práticas ASG (ambientais, sociais e de governança).

Esse conjunto de veículos possui patrimônio próximo a R$ 5 bilhões, equivalente a cerca de 1,5% do total das reservas em PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) administradas pela empresa.

Contato: jean.mendes@broadcast.com.br

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