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31 de agosto de 2026
Por Daniel Tozzi
São Paulo, 31/8/2026 – O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu há pouco que a nomeação de facções criminosas como organizações terroristas é uma “questão menor” e que o importante são as estratégias para combater o crime no País.
“Isso é uma questão menor, como é que você vai chamar: máfia, organização terrorista, facção, o importante é como você vai trabalhar o combate”, disse Haddad, durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura.
Em relação às suas propostas, Haddad voltou a falar que pretende criar um gabinete institucional de segurança pública, presidido pelo governador, e que conte com apoio de outros órgãos, como a Receita Federal e a Polícia Federal. “Não tem outra solução: ou a gente faz um pacto federativo sério, com tecnologia e profissionais qualificados e valorizados, ou nós vamos continuar nesse impasse,”, disse Haddad, pontuando que o crime “só tem prosperado” e está cada vez mais envolvido com operações de lavagem de dinheiro chegando, inclusive, na ‘Faria Lima’, em alusão à avenida que concentra o centro financeiro do País, em São Paulo.
Segundo Haddad, o desenho constitucional do Brasil está equivocado na área da segurança pública. O petista mencionou que houve uma tentativa de correção desse desenho, por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública anunciada pelo governo do presidente Lula (PT), mas que foi “boicotada” por parlamentares da extrema-direita.
Ao comentar sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, Haddad destacou que os desdobramentos dessa decisão dependem muito do “tipo” de governo que há no País e no Estado. Nesse sentido ele fez críticas à posição tanto do senador e hoje candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, quanto do atual governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Está claríssimo, que tudo começa com o governo, um governo entreguista, O que o Tarcísio propôs? Olha, vamos entregar alguma coisa para o [presidente dos EUA] Donald Trump para ele sossegar’. Vai entregar o Pix? As terras raras? O que você vai entregar?”, questionou Haddad. “Então essa visão de ‘botar boné do Trump’ e falar que vamos entregar alguma coisa. O Flávio Bolsonaro e o Eduardo Bolsonaro negociaram o tarifaço contra São Paulo especificamente, porque é o Estado mais afetado pelo tarifaço, e não tem uma palavra do governador atual contra isso”, emendou Haddad.
Contato: daniel.mendes@estadao.com
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