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4 de agosto de 2026
O influenciador e candidato à presidência pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta terça-feira que o Brasil precisa rever a grande quantidade de incentivos fiscais, mas ponderou que alguns benefícios funcionam, como os voltados ao agronegócio. Segundo ele, o agro consegue, no Brasil, ser muito mais competitivo do que em outros países, mas com menos incentivos fiscais.
Entre os incentivos que claramente precisam ser revistos, ele citou como exemplo a Zona Franca de Manaus. “Só a Honda tem R$ 16 bilhões em renúncia fiscal por ano”, criticou Renan, durante sabatina com presidenciáveis realizada pelo grupo G4 e o site O Antagonista.
Ao comentar sobre como conseguiria colocar em prática medidas como essas e garantir a governabilidade, o influenciador disse que não iria chegar a Brasília “xingando todo mundo”, mas buscando uma coalizão com o Congresso e a sociedade civil. “Uma coalizão vai passar por eu convencer a Rede Globo, o empresariado, a agricultura e formadores de opinião a terem certos consensos, junto com líderes partidários, para que eu possa ter governabilidade”, disse.
Bordão
Na sabatina, Renan Santos, detalhou que o bordão utilizado por ele na semana passada, o “roubou, matou”, foi uma resposta à falha do modelo de ressocialização de criminosos.
“O bordão não fui eu que criei como se fosse uma agência de marketing. Ele surge da própria militância, ele surge de um processo natural”, disse ele.
Segundo Renan, houve, no mundo do direito a imposição de um excesso de garantias para quem cumpre pena no Brasil e a sociedade ficou “refém” desse criminoso.
“Temos que pensar em um direito penal voltado para vítima. A vítima só vai entender que o pacto social é válido se ela se sentir contemplada através do seu senso de justiça por uma pena que venha atingir o seu ofensor. Essa é uma ideia de justiça mais ampla do que pensar permanentemente em ressocializar”, disse ele.
Questionado sobre se ele pretende rever a pena imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Renan Santos disse que é favorável a rever a dosimetria da pena do ex-presidente, mas também de todos os envolvidos nas condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.
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