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24 de agosto de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 24/08/2026 – A venda de sêmen bovino para pecuaristas cresceu 11,5% no primeiro semestre de 2026 na comparação anual, para 11,11 milhões de doses, segundo o Index Asbia, divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Considerando também exportações e operações de prestação de serviços, o mercado movimentou 12,33 milhões de doses no período, alta de 12,4% ante os primeiros seis meses de 2025.
O avanço foi puxado principalmente pela genética destinada à pecuária de corte. A vendas de sêmen para clientes finais nesse segmento somou 7,88 milhões de doses, crescimento de 16,9% na comparação anual. Na pecuária leiteira, foram comercializadas 3,24 milhões de doses, praticamente estáveis ante o primeiro semestre de 2025, com alta de 0,1%.
Na avaliação do presidente da Asbia, Luis Adriano Teixeira, o desempenho do mercado interno acompanha a virada do ciclo pecuário no País. “Com a valorização do bezerro, o pecuarista busca repor seu rebanho com ainda mais qualidade. O melhoramento genético, realizado com apoio das biotecnologias reprodutivas, é essencial para que o país siga sendo protagonista na produção de carne e leite”, afirmou, em nota.
As exportações apresentaram ritmo ainda mais forte. Os embarques alcançaram 663,48 mil doses no semestre, alta de 66,8% ante igual período de 2025. A genética de corte respondeu por 415.024 doses, recorde e aumento de 119,9% na comparação anual. Já as exportações de genética leiteira cresceram 18,9%, para 248.457 doses. “O reconhecimento internacional da genética brasileira segue em crescimento”, disse Teixeira, na nota.
A oferta de material genético no mercado brasileiro, considerando produção nacional e importações, também aumentou no primeiro semestre. Foram disponibilizadas 14,04 milhões de doses, alta de 7,1% ante igual período de 2025. A produção doméstica cresceu 0,7%, para 10,29 milhões de doses, enquanto as importações avançaram 29,7%, para 3,75 milhões de doses.
Na genética leiteira, a produção nacional atingiu novo recorde, com mais de 2 milhões de doses coletadas no semestre, aumento de 24,14% ante 2025.
O levantamento da Asbia também aponta a expansão da inseminação artificial pelo território brasileiro. A tecnologia foi utilizada em 4.225 municípios no primeiro semestre, o equivalente a 76,4% das cidades do País e 9,95% acima do registrado um ano antes.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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