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4 de agosto de 2026
Por André Marinho
São Paulo, 04/08/2026 – O CFO da BB Seguridade, Rafael Sperendio, condicionou a melhora nas receitas com seguros e nos resultados operacionais à desaceleração dos juros no País, em meio às incertezas geopolíticas e eleitorais.
“E aqui eu não estou falando da taxa de juros Spot, mas sim do fechamento da curva de juros a termo, para ter um pouco mais de fôlego na seguradora e observar uma recuperação nas linhas vinculadas ao crédito”, ressaltou.
Por outro lado, Sperendio explicou que o ambiente de juros mais altos favorece os negócios da Brasilprev. “Acaba trazendo um pouco mais de estabilidade. O efeito colateral disso é que boa parte dos fundos acaba indo para as estratégias de baixo risco e, por consequência, ali, com um preço menor”, ponderou, acrescentando que o seguro prestamista já registrou recuperação acelerada em maio e junho.
De qualquer forma, o executivo vê um cenário mais favorável à previdência complementar do que nos últimos dois anos. Segundo ele, o ano passado ficou marcado pela surpresa com as novas regras de IOF, que passou a incidir sobre aportes anuais em planos VGBL superiores a R$ 600 mil a partir de janeiro de 2026. “Isso pegou a indústria de surpresa. Este ano, a gente já se adaptou ao novo ambiente”, comentou.
O presidente da BB Seguridade, Delano Valentim, informou que, depois do segundo trimestre, a Brasilprev alcançou a marca de meio trilhão de reais em reservas técnicas. “Esse é um marco histórico, não só para nossa empresa, mas também para todo o mercado de previdência privada no Brasil”, celebrou.
Valentim ressaltou ainda que, no segundo semestre, a companhia focará no controle das despesas administradas. Questionado sobre a renovação do contrato de exclusividade para distribuição no Banco do Brasil, que vence em 2033, o executivo revelou que as negociações ainda não começaram. “Não temos no horizonte o início das negociações”, disse.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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