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25 de agosto de 2026
Por Tânia Rabello
São Paulo, 25/08/2026 – O Brasil pretende reduzir gradualmente a dependência de fertilizantes importados, mas ainda vê espaço para ampliar o comércio e atrair investimentos de países árabes no setor nas próximas décadas, afirmou o secretário-adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Rafael Requião. Ele falou durante o painel “Segurança Alimentar, Agronegócios e Fertilizantes”, no 5º Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, realizado nesta terça-feira, em São Paulo.
Segundo Requião, o plano brasileiro para fertilizantes prevê aumento do uso dos insumos até 2050, ao mesmo tempo em que o País busca reduzir a parcela importada conforme as necessidades anuais. “Queremos reduzir a porcentagem que importamos de acordo com o quanto vamos precisar ano a ano. No nosso plano para fertilizantes, vamos aumentar o uso até 2050”, afirmou.
Apesar da busca por maior autonomia, o secretário-adjunto destacou que há potencial para expansão do comércio de fertilizantes entre Brasil e países árabes. Segundo ele, o governo também espera investimentos de parceiros árabes no Brasil para ampliar a oferta de insumos no País. “Ainda vemos uma grande possibilidade de aumento do comércio na área de fertilizantes nas próximas décadas”, disse.
Para Requião, a aproximação entre Brasil e países árabes pode contribuir para aumentar a resiliência da economia brasileira diante dos desafios globais. “Vemos essa relação entre o Brasil e os países árabes como uma parceria que vai nos ajudar a criar resiliência. Assim, tornamos a nossa economia mais resiliente”, afirmou.
O secretário-adjunto ressaltou ainda que, embora Brasil e países árabes estejam geograficamente distantes, há convergência diante dos principais desafios atuais. Ele aproveitou o fórum para convidar empresas e investidores árabes a ampliar a presença no Brasil, especialmente em atividades ligadas à produção de alimentos e à recuperação de áreas de pastagens degradadas.
“Temos muito a ganhar com o conhecimento dos países árabes chegando ao Brasil, seja vendendo, seja investindo aqui e nos ajudando. É uma situação de ganha-ganha entre as duas partes”, afirmou.
Contato: tania.rabello@estadao.com
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