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7 de agosto de 2026
Por Vinícius Novais
São Paulo, 07/08/2026 – O Itaú BBA manteve a recomendação de outperform (equivalente a compra) para as ações da Allos após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026, descritos como sólidos e em linha com as estimativas do banco. Na avaliação do BBA, apesar de um cenário macroeconômico ainda desafiador, a política de dividendos da companhia sustenta uma expectativa de retorno ao acionista de 21% ao ano nos próximos dois anos, com destaque para um retorno de dividendos esperado de 13%. O preço-alvo para a ação é de R$ 35, o que implica potencial de valorização de 29,6% ante o último fechamento.
Segundo os analistas Elvis Credendio, Daniel Gasparete, Mariangela Castro e Juliana Veiga, a Allos registrou alta de 3,4% nas vendas dos lojistas ante o último ano, embora afetada por efeitos desfavoráveis de calendário. A receita líquida avançou 11,6% ante o último ano, apoiada por receitas de mídia mais fortes, mas o desempenho operacional foi parcialmente compensado por impostos mais altos. O fluxo de caixa proveniente das operações (FFO) ajustado somou R$ 306 milhões, com alta de 2,7% ante o último ano, em linha com as projeções do Itaú BBA. O banco também observa que o papel negocia a 10 vezes e 8,5 vezes o múltiplo de preço sobre FFO ajustado (considerando o valor presente dos dividendos esperados) para 2026 e 2027 estimados.
No detalhamento do trimestre, o Itaú BBA aponta que a receita líquida chegou a R$ 732 milhões, alta de 12% ante o último ano e 5% acima do esperado pelo banco, puxada por receitas de mídia acima das projeções, em R$ 14 milhões. Os custos operacionais ficaram 6% acima do estimado, principalmente por custos não recorrentes relacionados ao incêndio no Shopping Tijuca. As despesas gerais e administrativas e outras despesas operacionais caíram 15% ante o último ano e vieram 7% abaixo do estimado, mas esse efeito, segundo o relatório, foi compensado por impostos de renda 32% acima das projeções. O lucro líquido foi de R$ 308 milhões.
O relatório destaca ainda a geração de fluxo de caixa livre de R$ 483 milhões no trimestre. A partir do FFO ajustado de R$ 306 milhões, a companhia teve R$ 90 milhões em capex no período e R$ 157 milhões em recebimentos ligados à venda de participações em shoppings, em grande parte relacionados à monetização do Shopping Curitiba.
Na operação, o Itaú BBA avalia que o desempenho permaneceu resiliente apesar dos efeitos de calendário. As vendas nas mesmas lojas (SSS) subiram 2,4% ante o último ano, ou 2,6% ao excluir o Shopping Tijuca, refletindo o incêndio recente. O relatório menciona que a Páscoa ocorreu no primeiro trimestre de 2026 e que a Copa do Mundo da Fifa pesou sobre o tráfego nos shoppings durante o trimestre.
Entre outros indicadores, a receita nas mesmas lojas (SSR) cresceu 3,2% ante o último ano, a vacância foi de 3,8% (alta de 23 pontos-base ante o último ano), o custo de ocupação dos lojistas ficou em 10,3% (alta de 10 pontos-base ante o último ano) e a inadimplência líquida recuou para 1,4%, de 1,9% no segundo trimestre de 2025.
Contato: vinicius.novais@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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