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5 de agosto de 2026
Por Vinícius Novais
São Paulo, 05/08/2026 – O BTG Pactual avaliou que o Itaú Unibanco entregou um segundo trimestre que tende a ser visto como não surpreendente. O lucro líquido foi de R$ 12,4 bilhões, alta de 1% em relação ao trimestre anterior e de 8% ante o último ano, com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,5%. O lucro antes de impostos (EBT) avançou 5% ante o último ano, o que o BTG descreve como o ritmo mais lento em três anos.
Segundo os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, as receitas de tarifas seguiram pressionadas por menor atividade de banco de investimento, desempenho mais fraco de taxas de performance na gestão de recursos e compressão estrutural – em parte proativa – de tarifas. A margem financeira (NII) também foi mais suave, com a administração indicando maior concentração do reconhecimento de receitas de transações estruturadas no atacado no segundo semestre de 2026.
A carteira de crédito, sem variação cambial, cresceu 3% em relação ao trimestre anterior e 10% ante o último ano, puxada por empresas, imobiliário e consignado. A margem com clientes somou R$ 31,4 bilhões, alta de 2,8% em relação ao trimestre anterior e de 6,1% ante o último ano, mas 3% abaixo da projeção do BTG. O relatório diz que o crescimento deve ficar mais concentrado no fim do ano, por operações estruturais no quarto trimestre, sugerindo sazonalidade maior no segundo semestre de 2026.
Em qualidade de ativos, o BTG afirmou que o Itaú segue entregando números fortes e que este deve ser “o melhor retrato da qualidade de ativos entre os bancos brasileiros”. A inadimplência de 15 a 90 dias subiu para 1,8%, enquanto a acima de 90 dias ficou em 1,9%. As provisões brutas chegaram a R$ 10,5 bilhões e cobriram 98% da formação de inadimplência; as recuperações foram a R$ 1,5 bilhão, mantendo o custo de crédito líquido praticamente estável em R$ 9 bilhões.
As tarifas ficaram estáveis em relação ao trimestre anterior e caíram 3% ante o último ano, para R$ 11,0 bilhões. Seguros subiu para R$ 3,1 bilhões. As despesas não financeiras foram a R$ 16,7 bilhões, e o índice de eficiência aumentou para 37,4%. Com isso, a administração cortou o guidance de 2026 para crescimento de tarifas e seguros para 2% a 5%, de 5% a 9%, mantendo os demais alvos.
O BTG disse ver 2026 como ano de transição, com base de comparação mais difícil e apetite a risco menor, e reiterou recomendação de compra. O preço-alvo para as ações PN é de R$ 42, com potencial de valorização de 23,5% ante o último fechamento.
Contato: vinicius.novais@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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