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4 de agosto de 2026
Por Luísa Laval
São Paulo, 04/08/2026 – O UBS BB avaliou que a BB Seguridade apresentou um segundo trimestre com lucro relativamente em linha, mas sustentado principalmente pelo resultado financeiro. O lucro líquido veio em R$ 2,2 bilhões, queda de 4% em 12 meses e de 3% na comparação trimestral, 1% acima da estimativa do banco.
De acordo com os analistas Kaio Prato, Camila Azevedo e Bruno Kenji, a equivalência patrimonial ficou em linha com as projeções, com recuo de 6% em 12 meses e ante o trimestre anterior. O UBS BB aponta que um desempenho melhor da Brasilseg, com sinistralidade rural inferior ao esperado (11% contra 16% do banco), compensou a piora na Brasilprev, afetada por provisões técnicas e despesas administrativas.
As receitas de corretagem ficaram 2% abaixo do estimado, com queda de 3% tanto em 12 meses quanto no trimestre, pressionadas principalmente por Brasilprev e Brasilcap. Já o resultado financeiro de holding e corretora veio 25% acima do que o UBS BB projetava, somando R$ 279 milhões, com alta de 8% em 12 meses e de 27% na comparação trimestral.
O relatório também destaca o anúncio de R$ 3,85 bilhões em dividendos intermediários referentes ao primeiro semestre de 2026, com pagamento em 3 de setembro. Segundo o UBS BB, o valor implica distribuição aos acionistas (payout) de 88% e rendimento médio de 5% no semestre, ante estimativa do banco de payout de 92% e rendimento médio de 10% para o ano de 2026.
Entre as unidades, a Brasilseg foi o principal destaque operacional do trimestre, na avaliação do UBS BB. Os prêmios emitidos caíram 5% em 12 meses no segundo trimestre, puxados por vida (-6%) e rural (-11%), enquanto prestamista subiu 5% e residencial avançou 24%.
No segmento rural, seguro agrícola recuou 43% e penhor rural caiu 11%, ao passo que prestamista para produtores cresceu 9%. A sinistralidade consolidada foi de 20%, abaixo da projeção do banco (22%), com alta de 0,5 ponto porcentual em 12 meses e queda de 5 pontos no trimestre. A sinistralidade rural ficou em 11% (ante 16% na projeção do UBS BB). O resultado financeiro da Brasilseg veio 1% abaixo do esperado.
Na Brasilprev, as contribuições recuaram 30% ante o trimestre anterior, embora tenham avançado 4% em 12 meses. Os fluxos líquidos ficaram negativos em R$ 1 bilhão, ante entrada de R$ 4 bilhões no primeiro trimestre e saída de R$ 3,7 bilhões no segundo trimestre de 2025. A taxa de resgates subiu para 8,3%, alta de 0,4 ponto no trimestre e queda de 2,3 pontos em 12 meses. A taxa de administração foi de 0,84%, queda marginal, e o volume sob gestão somou R$ 496 bilhões, em linha com as estimativas do banco e alta de 10% em 12 meses.
Na Brasilcap, as arrecadações caíram 12% em 12 meses e 9% no trimestre. O resultado financeiro recuou 6% no trimestre e ficou 6% abaixo do esperado pelo UBS BB. Na corretora, as receitas caíram 3% em 12 meses e no trimestre, também abaixo das projeções, refletindo a fraqueza de Brasilprev e Brasilcap.
A BB Seguridade manteve as projeções (guidance) de 2026. O UBS BB observa, no entanto, que o resultado operacional não financeiro (ex-holding) segue acima do esperado, enquanto os prêmios ficam abaixo das projeções do banco.
O UBS BB tem recomendação neutra para o papel e preço-alvo de R$ 35 em 12 meses, o que implica potencial de queda de 15,6% ante o último fechamento.
Contato: luisa.laval@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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