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Coinbase prepara estrutura para atender nova regulação do BC sobre mercado de criptoativos

31 de julho de 2026

Por Jean Mendes

São Paulo, 31/07/2026 – A Coinbase, corretora global de criptomoedas, está adaptando sua estrutura para atender às novas regras do Banco Central (BC) aplicáveis às Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), categoria criada pelo regulador e cuja regulamentação entra em vigor em outubro. Segundo o diretor regional para as Américas da Coinbase, Fábio Plein, a empresa pretende solicitar a autorização para atuar como SPSAV ao fim do processo de adequação.

Fábio Plein, diretor regional para as Américas da Coinbase

“O foco da empresa é preparar a casa para as novas regras”, afirma Plein.

As instituições autorizadas a atuar como SPSAVs passarão a estar sujeitas a uma série de exigências prudenciais, como requisitos mínimos de capital, estrutura de gerenciamento de riscos, normas contábeis, envio periódico de informações ao Banco Central e regras de transparência e divulgação.

Outras empresas do setor também já iniciaram o processo de adaptação ao novo marco regulatório. A Onda Finance, por exemplo, protocolou pedido de autorização junto ao Banco Central, conforme antecipado com exclusividade pela Broadcast. Já a BlindPay, especializada em infraestrutura de pagamentos com stablecoins, também prepara sua solicitação de licença próximo ao prazo final.

Apesar de apoiar a regulamentação do setor, a Coinbase faz ressalvas a alguns pontos das novas regras. Segundo Plein, a companhia considera excessivamente restritivo o limite de US$ 100 mil por mês para determinadas transações de clientes.

“Isso é muito diferente do que vemos em corretoras tradicionais, que operam com limites superiores, e nos bancos, que, em muitos casos, nem possuem esse tipo de restrição. Para nós, trata-se de uma limitação relevante para os negócios”, afirma.

Segundo Plein, a estratégia global de aquisições da Coinbase é voltada principalmente ao fortalecimento de produtos. “Realizamos aquisições para dar escala a produtos estratégicos dentro do nosso portfólio, que possam gerar impacto em diferentes mercados e beneficiar usuários da empresa globalmente”, afirma.

Em relação ao Brasil, o executivo diz que uma aquisição só seria considerada caso a Coinbase decida lançar um novo produto que exija conhecimento técnico ou capacidades específicas já consolidadas no mercado. “Nesse caso, avaliaríamos essa possibilidade, mas aquisições não são o nosso foco neste momento”, conclui.

Contato: jean.mendes@broadcast.com.br

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