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20 de agosto de 2026
Por Daniel Tozzi
São Paulo, 20/8/2026 – O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reconheceu há pouco que a letalidade policial no Estado pode ser considerada alta, mas ainda assim, ele defendeu que, proporcionalmente, essa letalidade é inferior a de outros Estados, como Ceará, Bahia, Pará e Goiás. A declaração foi feita durante sabatina organizada pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor Econômico.
” São altos [o número da letalidade policial], mas observe: a gente não quer confronto, a gente não quer as pessoas morrendo, não quer nada disso. Agora, a gente também não pode deixar que o policial fique em risco”, disse.
Tarcísio também defendeu que a letalidade não é necessariamente elevada quando se compara o número de abordagens e procedimentos que as polícias realizam no Estado.
Ao comentar sobre o uso de câmeras corporais pela PM, o chefe do executivo paulista destacou que “já fez seu mea-culpa” por diversas vezes. Durante a eleição de 2022, Tarcísio disse ser contra a obrigatoriedade do uso das câmeras.
Questionado sobre o acionamento do uso dessas câmeras estar sob responsabilidade da própria polícia, Tarcísio defendeu que o sistema de monitoramento da PM paulista não difere do utilizado no resto do mundo.
O governador também defendeu a gestão do seu ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, dizendo que ele foi responsável por melhorar alguns indicadores de segurança no Estado e que a saída dele do cargo decorreu do calendário eleitoral. Derrite hoje é candidato ao Senado pelo PP. “O calendário eleitoral precipitou essa alteração. Ele tinha a intenção de ser candidato ao Senado e precisava se desincompatibilizar e ele mesmo entendeu que ele precisava voltar pro Congresso antes, até para participar de algumas discussões”.
Contato: daniel.mendes@estadao.com
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