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Eleições 2026: Eduardo Fischer é o novo marqueteiro da pré-campanha de Flávio Bolsonaro

21 de maio de 2026

Por Guilherme Caetano e Bianca Gomes, do Estadão

Brasília e São Paulo, 21/05/2026 – O coordenador da comunicação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Marcello Lopes, deixou o cargo nesta quarta-feira, 20, e o publicitário Eduardo Fischer assume o posto.

A decisão foi tomada na esteira da crise provocada pela reportagem do site Intercept Brasil, que revelou uma negociação entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do banco Master, de R$ 134 milhões para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Fischer tem muita experiência na área de criação, estratégia. Nós esperamos que seja alguém com condição de dar uma roupagem, uma condição adequada para que nosso candidato seja visualizado e entendido pelo eleitorado brasileiro, já que ele precisa ser cada vez mais conhecido”, afirmou o coordenador da pré-campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN).

Marinho chamou Fischer de “o publicitário hoje mais premiado do Brasil” e disse que “procurava há algum tempo alguém que entenda o tamanho e a envergadura do que vem pela frente, que faça uma campanha profissional”. Ele disse esperar que a comunicação do presidenciável melhore daqui em diante.

O escândalo tem causado estrago na reputação de Flávio. Uma pesquisa Atlas/Intel divulgada nesta semana mostra que o senador perdeu seis pontos percentuais desde a divulgação das reportagem.

Questionado acerca da negociação com um banqueiro envolvido na maior fraude fiscal do País, Flávio tem respondido que se tratou de um pedido de financiamento privado para um filme privado. Mas o alto valor mencionado, de R$ 134 milhões, levantou questionamentos inclusive de aliados. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido pagos.

Isso porque o dinheiro foi transferido pela Entre Investimentos e Participações (que atuava em parceria com empresas de Vorcaro) para o fundo Havengate Development Fund LP (sediado no Texas), de um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador.

A Polícia Federal investiga agora se o dinheiro do Master teve como destino o custeio de Eduardo nos Estados Unidos.

Fabio Wajngarten fala em ‘sabotagem’

Ex-chefe da Secretaria de Comunicação da presidência no governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten disse que Marcello Lopes “foi sabotado pela política” e afirmou que foi decisão do marqueteiro deixar o cargo. Wajngarten ainda disse que os nomes especulados não serviriam para a campanha e que trabalhará para que ele permaneça na campanha.

“Eu não tolero injustiças: o Marcelão é ótimo, alma boa. Foi sabotado pela política. Ele não caiu, pediu para sair. A política não entende nada de comunicação e nem deveria se meter. Ele é a pessoa certa para a função. Ele é calmo e agregador e possui a confiança e amizade do Flávio”, disse Wajngarten na rede social X, complementando:

“Estou tentando fazer o Marcelão reconsiderar e, caso não tenha êxito, vou sugerir alguém da confiança do Marcelo, que já teve contato com o grupo até o momento. Os nomes que pipocam como candidatos a assumir a tarefa NÃO servem. Meu celular derrete nesse momento para que nenhum desses nomes seja sequer considerado”, disse o ex-secretário de Bolsonaro.

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