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11 de agosto de 2026
Por Julia Maciel
São Paulo, 11/08/2026 – O preço competitivo da produção agrícola brasileira e a busca por soberania alimentar tendem a intensificar as barreiras internacionais contra o País. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Ingo Plöger, que participa hoje de painel no 15º Congresso Andav, em São Paulo. “Dentro de uma geopolítica de abundância, cada país vai olhar o seu prato para não ter fome ou necessidade. Muitos reclamam do Brasil não por causa do volume, mas por causa do nosso preço competitivo. E isso só vai aumentar”, afirmou Plöger.
Diante do volume de alimentos negociado globalmente e do viés protecionista dos países, o executivo descartou propostas de criação de uma aliança de países produtores de alimentos ao estilo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). “A concentração de oferta na Opep é muito grande. Como o volume de exportação alimentar no mundo é baixo, essa ‘Opep da comida’ não vai dar certo”, explicou.
Plöger ressaltou que o trunfo brasileiro permanece na agronomia tropical e na capacidade de realizar até três safras por ano com alto aproveitamento fotossintético, aproximando a produção no campo da eficiência industrial just in time. “A indústria e o agro estão intimamente ligados. Por causa dessa dinâmica, os distribuidores do futuro serão distribuidores de ideias, de tecnologia e de recomendações diferenciadas”, disse o executivo.
Contato: julia.maciel@estadao.com
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