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11 de agosto de 2026
São Paulo, 11/08/2026 – O preço pago por alimentos básicos recuou em 26 capitais brasileiras em julho, mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo a análise divulgada na segunda-feira (10), na comparação com junho, as maiores reduções ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%). Em Brasília, João Pessoa, Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Cuiabá, os preços caíram entre 6,71% e 6,04%. Apenas em São Luís o custo da cesta básica teve aumento, de 0,3%.
“Mesmo com uma queda de 5,23%, São Paulo é a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 915,01), seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04)”, disse a Conab em nota.
Entre os alimentos avaliados na composição da cesta básica, batata, tomate, café e açúcar caíram na maioria das capitais. No caso da batata, as quedas variaram entre -31,12%, em Brasília, e -15,55%, em Cuiabá, com maior oferta. O café em pó registrou queda de preço em 23 capitais. As principais reduções foram observadas em Campo Grande (-5,19%) e Aracaju (-3,74%), enquanto as altas foram verificadas no Rio de Janeiro (0,74%), em Palmas (0,73%), Goiânia (0,68%) e Recife (0,29%).
Os preços do açúcar recuaram em 20 capitais com porcentuais entre -7,54%, em Campo Grande, e -0,57%, em Aracaju. O custo da carne bovina caiu em 14 cidades analisadas, com variações que ficaram entre -2,94%, em Florianópolis, e -0,09%, em Brasília. Já em outras 12 capitais houve aumento nos preços, com destaque para Aracaju (2,15%) e Boa Vista (2,10%).
O quilo do feijão aumentou em 17 capitais e diminuiu em outras 10. “A maior oferta do tipo carioca, com o avanço da colheita, e a oferta restrita do tipo preto, decorrente das perdas registradas na segunda safra da região Sul, são o motivo do resultado diferenciado no varejo”, disse a estatal na nota. O leite também ficou mais caro. Entre julho e junho, o preço subiu em 21 capitais, com altas entre 0,25%, em Belém, e 6,27%, em Boa Vista. (Equipe AE)
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