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Algodão/Anea: ano-safra começa lento mas exportação em julho foi segunda melhor para o mês

11 de agosto de 2026

São Paulo, 10/08/2026 – O Brasil exportou 21,8% mais algodão em julho, ou 155 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), citados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Em receita, os embarques alcançaram US$ 262,4 milhões, alta de 27,2% na comparação com julho de 2025. O valor médio foi de US$ 1,70 por quilo FOB, avanço de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Encerramos o último ano-safra 2025/26, de julho a junho, com um volume recorde de exportações. É natural que julho comece em um ritmo um pouco mais lento, porque os estoques de passagem não são tão representativos e há menos algodão disponível. Ainda assim, este foi o segundo melhor julho da nossa série, o que mostra que começamos a nova temporada em um patamar forte”, disse, em nota, o presidente da entidade, Dawid Wajs.

Segundo Wajs, a expectativa é de aceleração dos embarques nos próximos meses, à medida que avançam a colheita e o beneficiamento da safra 2025/26. “A safra começou um pouco atrasada, mas a colheita entrou agora em um ritmo mais próximo das médias. Com isso, o beneficiamento também deve ganhar velocidade e ampliar a disponibilidade de algodão para exportação”, destacou. Para ele, a tendência é de os volumes embarcados crescerem a partir de setembro.

Conforme a Anea, Bangladesh foi o principal destino do algodão brasileiro em julho, com 19,3% do total, seguido pelo Vietnã, com 17,7%, Turquia, com 17,3%, e Paquistão, com 14,5%. “Na sequência aparecem Índia, com 9,6%; Indonésia, 8,8%; Malásia, 3,4%; China, 3,3%; Egito, 2,9%; Coreia do Sul, 1,4%; Colômbia, 0,5%; e Tailândia, 0,3%”, informou a entidade. “A Índia aparece com uma participação importante em julho, mas a janela de isenção tarifária deve trazer um benefício mais limitado para o Brasil neste momento. Temos um trânsito longo até o destino e, ao mesmo tempo, uma safra que começou atrasada e estoques de passagem menores. Por isso, provavelmente ainda não teremos volumes tão expressivos para aquele mercado no curto prazo”, avalia Wajs. (Equipe AE)

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