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Patrimônio de ETFs de renda fixa ultrapassa o de renda variável pela primeira vez, diz Anbima

5 de agosto de 2026

Por Bruna Camargo

São Paulo, 05/08/2026 – O patrimônio líquido dos fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) de renda fixa ultrapassou em junho, pela primeira vez, o de ETFs de renda variável. Dados divulgados hoje pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostram que os ETFs atrelados a índices de renda fixa atingiram R$ 60,8 bilhões, superando os R$ 55,8 bilhões registrados pelos pares de ações e outros ativos de renda variável.

Na comparação com junho de 2025, o volume de ETFs de renda fixa, que era de R$ 13,2 bilhões, mais do que quadruplicou. Somando o segmento de renda variável, o volume total de ETFs dobrou no mesmo período, saltando de R$ 55,9 bilhões para R$ 116,6 bilhões.

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Os ETFs de renda fixa chegaram ao mercado brasileiro em 2018, quase 15 anos depois do lançamento do primeiro fundo de índice, que é de renda variável, o PIBB11. A estreia na renda fixa foi com o FIXA11 e, poucos meses depois, em 2019, o ETF IMAB11 veio a mercado. A Anbima destaca que, dos 65 ETFs de renda fixa brasileiros, 18 têm índices da Associação como referência.

Assim como Anbima, especialistas do mercado têm visto o apetite por ETFs de renda fixa como um dos impulsionadores do crescimento da indústria. Como exemplo, em junho de 2026, a captação líquida dos ETFs somou R$ 5,9 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões (88%) só nos veículos de renda fixa.

“Os ETFs oferecem algumas vantagens que fazem deles opções atrativas em um momento de destaque da renda fixa”, disse Soraia Barros, gerente-executiva de fundos de investimento da Anbima, em nota. Barros diz que os ETFs não sofrem a incidência do “come-cotas” (antecipação semestral de Imposto de Renda), possuem taxas de administração historicamente mais baixas que os fundos de gestão ativa e permitem diversificar em uma cesta de ativos com a compra de uma só cota na Bolsa.

Investidor pessoa física

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A Anbima também destaca que uma parcela do crescimento da indústria de ETFs está sendo impulsionada pelos investidores pessoas físicas. Entre maio de 2024 e maio de 2026, a presença dos ETFs (tanto de renda fixa quanto de renda variável) nas carteiras dos investidores individuais saltou 161%, saindo de R$ 9,8 bilhões para R$ 25,6 bilhões, segundo os dados da Associação.

Contato: bruna.camargo@estadao.com

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