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Banco Mercantil tem lucro recorde de R$ 275 milhões no 2º trimestre

5 de agosto de 2026

O Banco Mercantil registrou lucro líquido recorde de R$ 275 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 13% em relação a igual período do ano passado, segundo o release de resultados enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A instituição destacou que foi o 15º recorde trimestral consecutivo.

No trimestre, o resultado da intermediação financeira somou R$ 1,443 bilhão, avanço anual de 27%. As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 363 milhões, alta de 76% em 12 meses. As perdas esperadas de ativos financeiros ficaram em R$ 406 milhões, aumento de 211% na comparação anual.

Em rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) em 12 meses ficou em 41,4% no trimestre, recuo de 4,7 pontos porcentuais em relação a igual período do ano passado, conforme o banco. O retorno sobre o ativo médio (ROAA) em 12 meses foi de 3,1%, 0,3 ponto abaixo do registrado um ano antes. A margem financeira líquida (NIM) trimestral anualizada encerrou o período em 17,2%, queda de 0,9 ponto porcentual ante o segundo trimestre de 2025.

Com relação à qualidade da carteira, o índice de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 3,1%, aumento de 0,8 ponto porcentual em relação aos meses de abril a junho do ano passado, enquanto a inadimplência entre 15 e 90 dias ficou em 2,6%, estável na base anual.

A carteira de operações de crédito somou R$ 24,993 bilhões, avanço anual de 30%. Do lado dos ativos, as aplicações interfinanceiras de liquidez ficaram em R$ 8,164 bilhões, aumento de 70% na comparação anual, enquanto os títulos e valores mobiliários recuaram 32%, para R$ 1,641 bilhão. A provisão para perdas esperadas alcançou R$ 1,289 bilhão, alta de 24% em 12 meses. Já os ativos fiscais totalizaram R$ 1,904 bilhão, mais do que dobrando ante mesmo período do ano passado, com crescimento de 104%.

No balanço, o ativo total atingiu R$ 38,944 bilhões no fim de junho, alta de 31% em relação ao segundo trimestre de 2025. No passivo, o total atingiu R$ 35,808 bilhões, crescimento anual de 29%. Os depósitos subiram 5%, para R$ 21,204 bilhões. Os recursos de aceites e emissão de títulos avançaram 105%, para R$ 9,678 bilhões, e os instrumentos de dívida elegíveis a capital aumentaram 33%, para R$ 1,133 bilhão.

O patrimônio líquido chegou a R$ 3,135 bilhões, alta de 49% em base anual. Pelo detalhamento, o capital social era de R$ 953 milhões (+18%), as reservas de capital somavam R$ 401 milhões (+826%) e as reservas de lucros, R$ 1,445 bilhão (+65%). O índice de Basileia consolidado ficou em 17,2% no fim de junho, levemente acima do segundo trimestre de 2025, quando era de 17,1%.

Em mensagem no relatório, o banco afirmou que os resultados do segundo trimestre de 2026 mostram que a instituição “segue crescendo com consistência, rentabilidade e prudência”. “Em um cenário que exigiu mais adaptação do setor, reforçamos nossa capacidade de execução, preservamos a qualidade do negócio e mantivemos uma trajetória sólida de geração de valor”, conclui.

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