Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
5 de agosto de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 05/08/2026 – O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou, ontem (4), que os principais desafios da cadeia brasileira de proteína animal deixaram de ser sanitários e passaram a estar relacionados à infraestrutura, competitividade e ambiente de negócios. “Os maiores riscos hoje já não são apenas sanitários”, afirmou ele, durante a abertura do Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), em São Paulo.
Em seu discurso, Santin defendeu investimentos em logística, financiamento, modernização da inspeção e políticas públicas de longo prazo para preservar a liderança brasileira nas exportações. Segundo o presidente da ABPA, a competitividade das exportações depende de uma infraestrutura compatível com o crescimento da produção. Ele cobrou investimentos em portos, ferrovias e na Rota Bioceânica para reduzir custos logísticos e ampliar o acesso aos mercados asiáticos. “Precisamos de portos à altura do que produzimos, de ferrovias que levem os grãos para os polos de transformação da proteína animal e de acesso aos portos do Oceano Pacífico”, disse.
O dirigente também defendeu que a reforma tributária seja implementada sem elevar a carga sobre as cadeias de proteína animal. “Não precisamos de mais tributos, precisamos de competitividade.”
Santin pediu ainda linhas de financiamento específicas para modernização das granjas e indústrias, além de fundos garantidores compatíveis com o ciclo de investimento do setor. Também defendeu o fortalecimento da inspeção sanitária, com ampliação do quadro de auditores fiscais, certificação digital das exportações e processos baseados em ciência e análise de risco.
Na avaliação do presidente da ABPA, essas medidas devem integrar uma política de Estado. “Grandes decisões com impacto sobre a produção de alimentos não podem ser contaminadas por circunstâncias eleitorais. O diálogo e a informação técnica devem prevalecer.”
Contato: leandro.silveira@estadao.com
Veja também