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Caiado: Meu primeiro ato será anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados de 8/1

30 de março de 2026

Por Geovani Bucci e Naomi Matsui

São Paulo e Brasília, 30/03/2026 – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, reafirmou nesta segunda-feira, 30, que seu primeiro ato de governo será conceder “anistia ampla, geral e irrestrita”, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso seja eleito em outubro. Segundo Caiado, isso seria uma mostra de pacificação e de “cuidar das pessoas”.

“A polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e restrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria”, falou. “Vim com esse objetivo. É de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas”, continuou.

As declarações foram feitas durante entrevista coletiva de imprensa para oficialização de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto pelo PSD, na sede do partido, no centro de São Paulo (SP).

Caiado agradeceu às lideranças do PSD, afirmou que deixa o governo de Goiás nesta terça-feira, 31, e relembrou que conhece Gilberto Kassab, o presidente do partido, há muitos anos. Em tom eleitoral, o governador disse que “não se governa pelo discurso, mas pelo exemplo”, que jamais tergiversou sobre os assuntos e defendeu uma de suas marcas, a pauta da segurança pública. Diferentemente do bolsonarismo, no entanto, Caiado afirmou acreditar na ciência e no avanço tecnológico e disse que não é “radical”.

“Chego hoje como governador do Estado de Goiás com aprovação de 88% do Estado. Ninguém atinge 88% sendo radical. Sou uma pessoa que aprendi a cuidar de vidas. Sou homem que acredita na ciência. Sou homem que acredita na pesquisa”, declarou.

Nas mais recentes pesquisas eleitorais (Quaest e Datafolha), Caiado aparece com 4% das intenções de voto para a Presidência, distante do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No mesmo evento, Kassab afirmou que a etapa de escolha do pré-candidato foi encerrada. “Foi uma escolha difícil, e essa escolha difícil é um privilégio porque é um privilégio para o partido ter a oportunidade de definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados dos seus Estados”, disse, referindo-se aos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho. Jr., que também pleiteavam a candidatura.

Eduardo Leite e Ratinho Júnior reconheceram publicamente o resultado na manhã desta segunda-feira. Enquanto o paranaense, que desistiu oficialmente do pleito no dia 23 de janeiro, elogiou a escolha nas redes sociais, o gaúcho manifestou publicamente sua frustração com a decisão.

Tanto Ratinho Jr. quanto Leite afirmaram que devem terminar seus mandatos em seus cargos este ano, descartando a corrida ao Senado.

Contato: geovani.bucci@estadao.com; naomi.matsui@estadao.com

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