Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
4 de agosto de 2026
Por Aramis Merki II
São Paulo, 04/08/2026 – A disseminação de modelos de inteligência artificial de pesos abertos tende a ampliar os riscos de cibersegurança ao reduzir o custo de acesso à tecnologia, segundo avaliação de Paul Furtado, vice-presidente analista do Gartner.
Segundo o especialista, o avanço de ferramentas que permitem aos usuários desenvolver aplicações de IA permitirá que agentes maliciosos acessem modelos mais sofisticados sem depender de plataformas comerciais. Por outro lado, a transparência desse tipo de modelo deve possibilitar que pesquisadores e a comunidade de segurança encontrem falhas com mais rapidez, fortalecendo os mecanismos de defesa.
O debate sobre modelos de pesos abertos ganhou força nas últimas semanas, com o avanço de iniciativas chinesas como o Kimi K3, que desafiaram a percepção de que apenas empresas americanas conseguiriam desenvolver sistemas de IA de ponta. Ao permitir que desenvolvedores utilizem e adaptem livremente seus modelos, essas plataformas reduziram o custo de adoção da tecnologia e reacenderam a discussão sobre os ganhos de inovação, autonomia e transparência frente aos potenciais riscos de segurança e uso indevido.
O Gartner aponta que as empresas devem rever as estratégias de segurança digital à medida que aceleram investimentos em IA. Entre as recomendações, a consultoria orienta que os executivos de cibersegurança (CISO, na sigla em inglês) priorizem a modernização da gestão de identidade e acesso, além de reduzir barreiras para que equipes possam experimentar aplicações de IA e automação de forma segura.
O movimento ocorre em um momento em que IA e cibersegurança passaram a dividir o topo das prioridades de investimento dos conselhos de administração. Segundo a pesquisa Board of Directors Survey, do Gartner, 87% dos conselheiros afirmam que pretendem ampliar os investimentos em IA generativa, mesmo percentual registrado para cibersegurança. É a primeira vez que as duas áreas aparecem empatadas na pesquisa, já que, nas edições anteriores, segurança cibernética liderava isoladamente a intenção de investimento.
Mais do que decidir entre modelos abertos e fechados, o desafio atual das empresas está em construir mecanismos de governança capazes de acompanhar a velocidade da IA. Segundo os analistas do Gartner, o ponto de partida é a capacidade das organizações de saber onde seus dados estão e quem tem acesso a eles – seja um funcionário, uma interface de programação (API) ou um agente de IA.
Contato: Merki@broadcast.com.br
Veja também