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Carne bovina/Imea/Imac: Europa paga até 40% mais que China Pelo produto de Mato Grosso

3 de agosto de 2026

Por Leandro Silveira

São Paulo, 03/08/2026 – Embora a China permaneça como o principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso em volume, os mercados europeus são os que oferecem a melhor remuneração pelo produto do Estado, destacou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) em nota. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia (UE) pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada da proteína, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores representam um prêmio de até 40% em relação ao preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.

O diferencial reforça a importância da diversificação dos mercados compradores para a pecuária mato-grossense, segundo o levantamento. Apesar de a China ter respondido por 55,2% das exportações estaduais de carne bovina no semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos embarques e pelas exigências relacionadas à qualidade, rastreabilidade e regularidade do fornecimento.

O cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea para comparar a remuneração obtida em cada mercado em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Pelo ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa, com 98,59. A China aparece com 74,37, atrás também do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47).

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigentes também reduz a dependência de poucos compradores e fortalece a cadeia produtiva. “Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, destacou, na nota.

Contato: leandro.silveira@estadao.com

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