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4 de agosto de 2026
Por Jean Mendes
São Paulo, 04/08/2026 – A captação bruta em planos de previdência privada aberta totalizou R$ 77,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, um recuo de 5,6% (R$ 4,6 bilhões) nos seis primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo intervalo do ano passsado, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).
Já os resgates diminuíram 5,9% na mesma base de comparação, representando uma saída de R$ 71 bilhões no semestre. Com isso, a captação líquida foi de R$ 6,4 bilhões, 1,8% abaixo do registrado nos seis primeiros meses de 2025.
Os ativos administrados nos planos atingiram R$ 1,9 trilhão, o equivalente a aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Esse montante apresentou alta de 13,1% quando comparado ao mesmo mês de 2025.
“Um ano após a tributação do Imposto sobre Operações Financeiras [IOF] entrar em vigor, podemos afirmar que a queda na captação bruta, de fato, é muito maior se considerarmos a trajetória de crescimento consistente que o setor havia conquistado e que foi interrompida pela imposição da medida”, explica Edson Franco, presidente da Fenaprevi.
Segundo Franco, o gap de captação bruta estimado é de R$ 130 bilhões, considerando o número projetado antes do IOF: sendo R$ 50 bilhões que deixaram de ser aportados no ano anterior, mais o montante estimado para 2026, de R$ 80 bilhões.
O presidente da Fenaprevi, em relatório, também destaca que os recursos para a longevidade que deixaram de ir para o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) foram redirecionados para outros setores, como o de consumo, ou mesmo para aplicações financeiras, especialmente as isentas do imposto.
“É um efeito contrário ao esperado e vai na contramão do que o país necessita. Deveríamos, como sociedade, incentivar a poupança previdenciária. A tributação imposta ao VGBL é algo inédito, pois não existe tributação sobre o valor aportado em nenhum outro país”, questiona o presidente.
VGBL
Em junho, havia 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta no país: 8,6 milhões do tipo VGBL, ou 63,1% do total. E outros 3,2 milhões de Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que correspondem a 23,2% do montante, e os demais 13,7% se referem aos Tradicionais (soma dos produtos Tradicionais de Risco, Acumulação e FAPI).
Esses planos pertencem a 11,2 milhões de pessoas trabalhando para construir uma poupança de longo prazo, e 8,9 milhões (cerca de 80%) são da modalidade individual de contratação.
Contato: jean.mendes@broadcast.com.br
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