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4 de agosto de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 04/08/2026 – O etanol hidratado em São Paulo atingiu a maior vantagem competitiva frente à gasolina desde 2018, impulsionado pela queda dos preços do biocombustível durante a safra de cana, destacou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) em nota, tendo como base dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em São Paulo, o preço médio do etanol foi de R$ 3,70 por litro na última semana, enquanto a gasolina foi vendida, em média, a R$ 6,39 por litro.
De acordo com a Unica, considerando o rendimento equivalente de 73% do etanol em relação à gasolina, o preço competitivo do biocombustível seria de R$ 5,07 por litro. Na prática, isso representa uma economia de R$ 1,32 por litro abastecido, ou cerca de R$ 79,29 para um tanque de 60 litros. Segundo a entidade, trata-se da maior vantagem registrada desde 2018 e da segunda maior desde o início da série histórica da ANP, em 2013.
Para a Unica, a economia proporcionada pelo etanol ganha relevância em um cenário de volatilidade geopolítica, que pressiona os preços internacionais dos derivados de petróleo. A entidade avalia que o biocombustível reduz a exposição do Brasil a choques externos de oferta, ao mesmo tempo em que fortalece uma alternativa de produção doméstica.
“A maior participação do etanol na matriz energética representa uma alternativa eficiente para substituir combustível fóssil, importado e mais caro pelo biocombustível produzido domesticamente com geração de renda, emprego, economia ao consumidor e menor emissões de gases de efeito estufa”, afirmou, na nota, o diretor de Inteligência Setorial e Regulação da Unica, Luciano Rodrigues.
A entidade também destacou que a entrada em vigor, em 1º de agosto, da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina (E32), prevista na Lei do Combustível do Futuro, reforça essa estratégia. Segundo estimativas do setor, a medida poderá reduzir a necessidade de importação de gasolina entre 800 milhões e 1 bilhão de litros por ano. Em 2025, o Brasil importou cerca de 3,5 bilhões de litros do combustível, conforme dados da ANP.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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