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Indústria global de IA vê Brasil “um pouco atrasado”, mas com potencial energético

30 de julho de 2026

Por Aramis Merki II

São Paulo, 30/07/2026 – O Brasil está atrasado na primeira onda de investimentos trilionários que a inteligência artificial (IA) tem demandado globalmente, na avaliação de executivos do setor de infraestrutura digital. Os grandes data centers voltados ao treinamento de modelos de linguagem seguem concentrados em outras geografias, apesar da matriz energética limpa e da disponibilidade de terras que o País oferece.

Para o presidente da fabricante de chips Qualcomm para a América Latina, Luiz Tonisi, o Brasil vive um cenário de excessos opostos: o de energia limpa disponível, que é positivo, e o de impostos, que é negativo. É uma combinação que ajuda a explicar por que o País ainda não embarcou com força nessa primeira fase da corrida global por IA.

Para o vice-presidente da empresa de infraestrutura crítica Vertiv na América Latina, Alex Sasaki, o cenário atual é “o mais danoso” para o setor, defendendo que o País precisa ganhar competitividade em custo, capacidade e tecnologia, mas ressaltando que isso depende de cooperação entre poder público e setor privado para gerar mudanças sustentáveis de longo prazo.

De acordo com os executivos, que deram conferências no evento The Tech Capital, em São Paulo, o mercado de infraestrutura digital exige alto investimento em capital (Capex) e possui alta depreciação, o que torna a estabilidade jurídica fundamental.

Contato: Merki@broadcast.com.br

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