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29 de julho de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 29/07/2026 – O Sindicato de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (Bioind MT) manifestou, em nota, apoio à adoção da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina (E32) e afirmou que a medida é segura do ponto de vista técnico e estratégica para a descarbonização, a segurança energética e o desenvolvimento econômico do País.
Na nota, a entidade rebateu críticas à decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que elevou de 30% para 32% o teor obrigatório de etanol na gasolina, e afirmou que parte do debate tem sido baseada em “desinformação” e em “premissas que já foram amplamente superadas por estudos técnicos rigorosos e transparentes”. Para o sindicato, “o E32 não é um salto no escuro, mas sim um avanço calculado e necessário para o futuro energético do Brasil”.
Segundo o Bioind MT, a segurança da nova mistura foi comprovada por estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), no âmbito do Programa Combustível do Futuro, com participação do governo, da indústria automotiva, da cadeia de combustíveis e da academia.
A entidade destacou ainda que cerca de 80% da frota brasileira é composta por veículos flex fuel, para os quais não seriam necessários testes específicos. Nos demais 20%, movidos exclusivamente a gasolina, os ensaios abrangeram veículos produzidos desde a década de 1990, além de motocicletas e modelos híbridos. Conforme a nota, “não foram identificados impactos relevantes sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos”.
O sindicato também defendeu os ganhos ambientais decorrentes da maior participação do etanol na gasolina. Segundo a entidade, o biocombustível contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e reforça o compromisso do Brasil com a descarbonização da matriz energética e com as metas climáticas internacionais. “O uso de etanol evita a emissão de milhões de toneladas de CO2 equivalente”, afirmou.
Na avaliação do Bioind MT, a adoção do E32 também reduz a dependência de combustíveis fósseis importados. A entidade estima que o aumento da mistura pode diminuir a importação de gasolina em centenas de milhões de litros por ano, fortalecendo a balança comercial e a segurança energética do País.
Além disso, o sindicato afirmou que a maior demanda por etanol tende a impulsionar a cadeia sucroenergética, com geração de emprego e renda em diversas regiões produtoras. “É um ciclo virtuoso que promove o desenvolvimento local e contribui para a economia nacional”, disse.
Ao concluir a manifestação, o Bioind MT afirmou que a implementação do E32 reúne “segurança técnica, responsabilidade ambiental e inteligência econômica” e representa “um passo firme do Brasil em direção a um futuro mais verde, com maior autonomia energética e prosperidade para sua população”.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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