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29 de julho de 2026
A Motiva reportou lucro líquido ajustado consolidado de R$ 663 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 67% ante igual intervalo de 2025. Já o lucro líquido societário consolidado cresceu 57,5% na mesma base comparativa, atingindo R$ 1,413 bilhão.
O lucro líquido ajustado exclui um efeito contábil, sem impacto no caixa da companhia, relativo à compra da Minas_SP (Fernão Dias) no valor aproximado de R$ 750 milhões. A operação da rodovia, que conecta a cidade de São Paulo com Belo Horizonte, foi iniciada em 2 de abril.
Os resultados do trimestre mostram que a Motiva segue evoluindo de forma consistente em sua estratégia, capturando os benefícios da otimização do portfólio e do crescimento seletivo, segundo o CEO da companhia, Miguel Setas. “Com o início das novas concessões rodoviárias, fortalecemos as nossas operações no País. Esses avanços refletem um modelo de negócio resiliente, baseado em excelência operacional, disciplina financeira e no rigor na execução da nossa estratégia”, acrescentou.
O Ebitda ajustado consolidado da empresa foi de R$ 2,370 bilhões entre abril e junho, 30,1% maior do que um ano antes, com destaque para a contribuição de R$ 370 milhões das concessionárias Minas_SP (Fernão Dias), Paraná, Motiva Pantanal e Sorocabana. A margem Ebitda ajustada consolidada ficou em 65,3%, crescimento de 4,7 pontos porcentuais.
A receita líquida ajustada cresceu 20,8% no mesmo intervalo de comparação, de R$ 3,006 bilhões para R$ 3,631 bilhões. O indicador também foi impactado positivamente pelo sólido desempenho operacional nas plataformas de Rodovias e Trilhos e por reajustes tarifários.
A receita e o Ebitda reportados no segundo trimestre de 2026 não contabilizam os números da plataforma de Aeroportos, tendo em vista o acordo de venda do ativo para o grupo mexicano ASUR, assinado em novembro de 2025. A partir desta data, os valores relacionados à unidade passaram a ser consolidados na linha Resultado das Operações Descontinuadas, com efeito sobre o cálculo do lucro líquido da Companhia.
Desconsiderando a plataforma de Aeroportos, a relação OPEX (Caixa)/Receita Líquida Ajustada atingiu 34,1% nos últimos doze meses, uma redução de 3,7 pontos porcentuais em relação ao segundo trimestre de 2025, que foi de 37,8%.
A Motiva fechou o trimestre com a alavancagem ajustada de 3,7 vezes, 0,1 vez acima do patamar verificado ao final do primeiro trimestre de 2026, “refletindo a contribuição de caixa das novas concessões e a otimização do portfólio”, segundo a empresa.
A companhia tem 42% do seu volume de dívidas vencendo a partir de 2033, alta de 2 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. O prazo médio do endividamento (duration) alcançou 5,1 anos.
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