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24 de julho de 2026
O sócio e co-gestor dos fundos multimercado da Kinea Investimentos, Ruy Alves, avalia que o atual problema do mundo não é a geopolítica, mas sim o modo como os Estados Unidos têm conduzido sua política interna, com o Executivo acumulando “poder desproporcional” ao que os fundadores do país previam. Para ele, é isso que tem exigido maior prêmio de risco para os ativos.
“O problema do mundo não é geopolítica, é a política interna dos Estados Unidos. O que os Estados Unidos fazem determina o resto do mundo, pois é uma superpotência econômica, de armamentos, de alimentos, energética e de alianças. Então o problema que temos hoje não é a China, não é a Rússia atacando a Ucrânia. O que temos de problema e que está afetando preço de ativos é a polarização norte-americana, com um Executivo com força desproporcional ao que os pais fundadores previam. Um Executivo quando mal dimensionado faz com que a gente se encontre como na situação de agora. E isso exige prêmio de risco”, afirmou Alves, durante painel na Expert XP, evento que acontece nesta sexta-feira, 24, em São Paulo.
Para Bruno Cordeiro, gestor do Kapitalo K10, o cenário geopolítico tem girado em torno do governo de Donald Trump decidindo “realinhar diversos interesses e forças que na visão dele estavam erradas”, impactando diversos mercados. O gestor diz que as decisões são tanto de longo prazo, como a disputa sobre a cadeia de inteligência artificial (IA) com a China, quanto de curto prazo, como a guerra dos Estados Unidos contra o Irã.
Sobre a guerra no Oriente Médio, Cordeiro avalia que “Trump tomou a decisão com informações incompletas e fez as coisas corretas no começo”, mas que, depois de um mês, ele deveria ter “terminado o assunto, e não ter ficado refém do Irã, que ameaça o Estreito de Ormuz o tempo inteiro”. “Estamos em pico de tensão, mas a solução de Irã e Estados Unidos deve acontecer nas próximas semanas”, aposta o gestor.
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