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Grãos: Anec eleva projeção de embarques de soja em junho para 14,38 milhões de t

10 de junho de 2026

Por Gabriel Azevedo

São Paulo, 10/06/2026 – A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a projeção de embarques de soja em junho para 14,38 milhões de toneladas, considerando a média do intervalo estimado entre 13,95 milhões e 14,80 milhões de toneladas. O volume representa alta de 16,3% ante as 12,36 milhões de toneladas projetadas na semana passada e crescimento de 4,3% sobre as 13,79 milhões de toneladas exportadas em junho de 2025.

Com a revisão, o Brasil deve encerrar o primeiro semestre com exportações de soja entre 72,47 milhões e 73,31 milhões de toneladas, acima das 68,05 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. A estimativa reforça o ritmo de escoamento da safra recorde de soja colhida pelo País em 2026.

Para o milho, a Anec elevou a estimativa de embarques em junho para 645,8 mil toneladas, ante 485,7 mil toneladas previstas na semana anterior, alta de 33,0%. O volume também supera em 13,6% as 568,7 mil toneladas exportadas em junho de 2025, com o avanço gradual da colheita da segunda safra.

Em farelo de soja, a projeção subiu para 2,31 milhões de toneladas em junho, de 1,65 milhão de toneladas na semana passada, crescimento de 39,6%. Se confirmada, a estimativa também ficará 38,3% acima das 1,67 milhão de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. A Anec projeta ainda 77,0 mil toneladas de DDGS, praticamente estáveis ante a estimativa anterior, mas 34,7% acima das 57,2 mil toneladas de junho do ano passado. Não há previsão de embarques de trigo no mês.

Na semana entre 7 e 13 de junho, o line-up prevê exportação de 4,24 milhões de toneladas de soja, com destaque para Santos (1,30 milhão de t), Barcarena (669,0 mil t), São Luís/Itaqui (543,2 mil t), Paranaguá (460,8 mil t) e Rio Grande (405,2 mil t). Para o farelo de soja, estão programadas 502,7 mil toneladas, com Santos (267,9 mil t), Aratu/Cotegipe (127,0 mil t) e Paranaguá (116,0 mil t) concentrando os principais volumes. O milho deve registrar 145,9 mil toneladas, com embarques por Santarém (105,9 mil t) e Paranaguá (40,0 mil t).

Na semana entre 7 e 13 de junho, o line-up prevê exportação de 3,80 milhões de toneladas de soja, com destaque para Santos (1,35 milhão de t), Barcarena (522,1 mil t), São Luís/Itaqui (446,3 mil t), Paranaguá (412,5 mil t) e Itacoatiara (234,3 mil t). Para o farelo de soja, estão programadas 709,0 mil toneladas, com Aratu/Cotegipe (263,8 mil t), Santos (234,4 mil t), Paranaguá (223,8 mil t) e São Francisco do Sul (189,9 mil t) entre os maiores volumes. O milho deve registrar 129,4 mil toneladas, com embarques por Santarém (102,1 mil t) e Paranaguá (27,3 mil t).

Na semana anterior, de 31 de maio a 6 de junho, os embarques somaram 4,24 milhões de toneladas de soja, 502,7 mil toneladas de farelo, 145,9 mil toneladas de milho e 77,0 mil toneladas de DDGS. Os principais volumes de soja saíram por Santos (1,30 milhão de t), Barcarena (669,0 mil t), São Luís/Itaqui (543,2 mil t), Paranaguá (460,8 mil t) e Rio Grande (405,2 mil t).

Acumulado

No acumulado de janeiro a junho, considerando as projeções para o mês, o Brasil deve atingir 72,89 milhões de toneladas de soja exportadas, ante 68,05 milhões de toneladas no mesmo período de 2025. O farelo de soja deve somar 12,72 milhões de toneladas, ante 11,28 milhões de toneladas. No milho, o volume acumulado deve alcançar 6,40 milhões de toneladas, ante 5,66 milhões de toneladas. O trigo totalizou 970,1 mil toneladas, abaixo de 1,48 milhão de toneladas no mesmo intervalo do ano passado.

A China manteve-se como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a maio, absorvendo 70% dos embarques, seguida por Espanha (5%), Turquia (4%) e Tailândia (3%). Para o milho, o Egito liderou as compras com 27% do total, seguido por Vietnã (22%) e Irã (18%). No farelo de soja, os principais destinos foram Indonésia (18%), Tailândia (12%) e Irã (9%).

A Anec ressalta que os volumes podem sofrer alterações em virtude de condições específicas de cada porto, bem como fatores climáticos e logísticos.

Contato: gabriel.azevedo@estadao.com

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