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Em tempos de Selic elevada, FIIs de crédito oferecem maior rentabilidade, diz Mekbekian, da Manatí

28 de julho de 2026

Por Jean Mendes

São Paulo, 27/07/2026 – Em um cenário de taxa básica de juros (Selic) elevada, como o atual, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de crédito – que investem em títulos de dívida imobiliária, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras Hipotecárias (LHs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), utilizados para financiar empreendimentos residenciais, comerciais e logísticos – tendem a distribuir dividendos mais elevados do que os FIIs de tijolo, voltados à aquisição, gestão e locação de imóveis. A avaliação é de Eduardo Vahan Mekbekian, sócio-fundador da Manatí.

“Existem muitas oportunidades no segmento de crédito, e seguimos monitorando o mercado e estruturando operações”, afirma Mekbekian.

A Manatí atua na estruturação e originação de operações de crédito e administra atualmente sete fundos, com cerca de R$ 1,5 bilhão em ativos sob gestão. Nos últimos cinco anos, a gestora estruturou aproximadamente R$ 4,5 bilhões em operações.

Com foco em empreendimentos fora da cidade de São Paulo, a empresa pretende manter, ao longo de 2026, a estratégia de crescimento orgânico na estruturação de operações e descarta realizar fusões com outras gestoras ou fundos de crédito imobiliário.

Segundo gestores do setor, como Carlos Martins, sócio e gestor de FIIs de tijolo da Kinea, os FIIs de tijolo apresentam atualmente maior potencial de valorização das cotas com uma possível redução da Selic, já que muitos desses fundos ainda são negociados com desconto em relação ao valor patrimonial em razão do elevado patamar de juros no Brasil.

Na avaliação de especialistas ouvidos pela Broadcast, tanto os FIIs de crédito quanto os de tijolo são importantes na composição de carteiras de investimento, mas cumprem papéis distintos. Em geral, os FIIs de crédito são mais indicados para estratégias de geração de renda no curto prazo, enquanto os FIIs de tijolo tendem a ser mais adequados para estratégias de valorização no longo prazo.

Com a redução dos juros, a expectativa é que os FIIs de tijolos se valorizem e voltem a competir de forma mais equilibrada com os FIIs de crédito. A avaliação também é de Martins.

Contato: jean.mendes@estadao.com

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