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28 de julho de 2026
São Paulo, 28/07/2026 – A região do Cerrado Mineiro encerrou a safra de café 2025/26 com 419,9 mil sacas de certificadas pela Denominação de Origem (DO). O volume consolida uma nova escala para a certificação de origem na região, informou em comunicado a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. Conforme a federação, até a safra 2022/23, eram certificadas cerca de 150 mil sacas por ciclo. O salto registrado na safra 2024/25 elevou esse volume para cerca de 420 mil sacas, quase três vezes o nível anterior. “Em 2025/26, a Região do Cerrado Mineiro manteve esse nível de certificação, consolidando a Denominação de Origem e reafirmando seu papel como um importante diferencial competitivo para a cafeicultura brasileira”, disse a federação na nota.
O diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, relatou que “esse avanço demonstra o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo. É resultado de um trabalho consistente de fortalecimento da Denominação de Origem e da confiança dos produtores, cooperativas e compradores nesse modelo”.
Na safra 2025/26, a Europa recebeu 132,2 mil sacas e respondeu por 68,5% do volume internacional. A América do Norte ficou com 22%, seguida por Ásia (3,8%), Oriente Médio (3,3%) e Oceania (2,4%). Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha lideraram o ranking por país e, juntos, concentraram 61,3% dos cafés certificados enviados ao exterior.
A base de rastreabilidade registrou 279 compradores ao longo da safra. O maior deles respondeu por 7,7% do volume total, enquanto os 20 principais concentraram 68,5%. “Os números mostram uma rede com ampla presença de agentes comerciais e permitem acompanhar o caminho do café certificado ao longo da cadeia”, explicou a federação.
As cooperativas filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado tiveram papel decisivo nos resultados alcançados pela Denominação de Origem na safra 2025/26, concentrando a maior parte das certificações realizadas no período. O desempenho reflete a atuação de Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari, que apoiam os produtores na certificação de cafés com Denominação de Origem e contribuem para ampliar a certificação de origem na região.
Os exportadores credenciados também desempenham papel estratégico na consolidação da Denominação de Origem. Atualmente, o sistema reúne Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee, empresas que contribuem para ampliar o alcance comercial dos cafés certificados da Região do Cerrado Mineiro, conectando a origem certificada a compradores em diferentes países.
A conexão com o consumidor final também avançou. Cerca de 10 milhões de selos da Denominação de Origem foram aplicados em embalagens de café comercializadas no Brasil e no exterior, chegando a consumidores em mais de 50 países. O resultado foi impulsionado principalmente pela parceria com a illycaffè, que utiliza a certificação para comunicar a procedência e a autenticidade dos cafés da Região do Cerrado Mineiro.
Meta de 600 mil sacas
Para a safra 2026/27, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado em conjunto com suas cooperativas filiadas estabeleceu a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas com a DO, avanço de 42,9% sobre o ciclo encerrado em junho. A estratégia prevê ampliar a adesão de produtores ao sistema, fortalecer a atuação conjunta com cooperativas, exportadores e armazéns credenciados e aumentar a presença da origem certificada nos mercados nacional e internacional.
Primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, a Região do Cerrado Mineiro reúne cerca de 4.500 produtores em 55 municípios.
(Equipe AE)
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