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Brasil assina memorando de entendimento de cooperação energética com Coreia do Sul

27 de julho de 2026

Os governos do Brasil e da Coreia do Sul assinaram, nesta segunda-feira, 27, um Memorando de Entendimento sobre Cooperação na Área de Energia, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). O acordo estabelece um novo marco para desenvolvimento de ações conjuntas voltadas à aceleração da transição energética.

O memorando, com vigência inicial de cinco anos e com renovação automática, contém iniciativas nas áreas de energias renováveis, eficiência energética, transmissão e distribuição de energia elétrica, redes inteligentes, pesquisa e desenvolvimento, além da capacitação técnica e do intercâmbio de especialistas.

A parceria também inclui a troca de informações científicas, técnicas e regulatórias, a aproximação entre instituições públicas e privadas, o desenvolvimento de projetos-piloto e a promoção de iniciativas conjuntas em fóruns internacionais de energia.

A assinatura dá continuidade às conversas iniciadas durante a visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à República da Coreia, em fevereiro deste ano. Na ocasião, os dois países elevaram o relacionamento ao nível de Parceria Estratégica e adotaram o Plano de Ação Brasil-Coreia 2026-2029, que estabelece diretrizes para ampliar a cooperação em áreas como energia, minerais críticos, inovação, transformação digital, comércio e investimentos.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a assinatura é um avanço para transformar as relações entre empresas brasileiras e sul coreanas.

“Estamos prontos para trabalhar em conjunto com o governo e as empresas sul coreanas para ampliar a cooperação em áreas estratégicas como energias renováveis, eficiência energética, infraestrutura inteligente e modernização dos sistemas elétricos, gerando inovação, investimentos e desenvolvimento para os dois países”, afirmou em nota.

Lula anuncia grupo de trabalho para destravar acordo Mercosul-Coreia do Sul

O presidente Lula anunciou nesta segunda-feira a criação de um grupo de trabalho para identificar pontos sensíveis que ainda dificultam a conclusão de um acordo comercial entre Mercosul e Coreia do Sul, após uma reunião com o presidente do país, Lee Jae-Myung, no Palácio da Alvorada.

As discussões sobre um acordo de livre comércio começaram em 2018, mas ainda não avançaram. A última rodada de negociações formais ocorreu há quase cinco anos, entre agosto e setembro de 2021. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) vai coordenar o grupo de trabalho pelo lado do Brasil, segundo Lula.

Ao lado de Lee Jae-myung, o presidente brasileiro disse ainda que o comércio entre Brasil e Coreia do Sul cresceu “apesar do ressurgimento do unilateralismo no mundo.”

“Apesar do ressurgimento do unilateralismo e do protecionismo em todo o mundo, o comércio bilateral entre a Coreia e o Brasil cresce de forma consistente e alcançou cerca de US$ 11 bilhões em 2025. É pouco diante do tamanho da Coreia e do tamanho do Brasil. E posso afirmar para a imprensa brasileira e para a imprensa coreana que, depois da reunião de hoje, no ano que vem, o saldo comercial será bem maior do que os US$ 11 bilhões”, destacou Lula.

Lula diz que Brasil terá missão sanitária em agosto para abrir mercado sul-coreano a frigoríficos

Lula disse ainda que Brasil e Coreia do Sul firmaram o compromisso de realizar, no próximo mês, uma missão sanitária para possibilitar o acesso dos frigoríficos brasileiros ao mercado do país asiático.

“Após 17 anos de negociação, temos agora o compromisso concreto de missão sanitária ao Brasil no próximo mês, passo decisivo para o acesso dos frigoríficos brasileiros ao mercado coreano”, disse.

A abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina nacional está entre as prioridades do Brasil na relação comercial com a Coreia do Sul. Lula já foi ao País asiático em fevereiro para destravar as negociações.

Em relação à carne bovina, autoridades sul-coreanas já realizaram uma auditoria no sistema sanitário nacional em meados de 2023, com foco em saúde pública. Falta ainda uma segunda vistoria pelo Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais do país, com foco em saúde animal. As negociações bilaterais para abertura de carne bovina iniciaram em 2008.

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