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Anbima: Mercado de capitais sobe 9,8% no 1º semestre e atinge nível recorde

27 de julho de 2026

Por Altamiro Silva Junior

São Paulo, 27/07/2026 – As captações no mercado de capitais brasileiro somaram R$ 361,8 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 9,8% ante igual período de 2025 e o maior volume da série história, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) divulgados nesta segunda-feira.

A renda fixa seguiu com o carro-chefe do mercado, respondendo por ofertas de R$ 288,8 bilhões na primeira metade de 2026, queda de 5,1% ante igual período do ano passado.

Na renda fixa, as debêntures somaram R$ 170 bilhões em ofertas, queda de 12% ante o primeiro semestre de 2025, que já havia sido menor que o primeiro de 2024 (R$ 206,7 bilhões em ofertas).

“Apesar da fixa permanecer líder, a composição de instrumentos mudou de forma importante no primeiro semestre, para se adequar ao cenário”, afirmou o presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, Guilherme Maranhão, em coletiva de imprensa.

“Mesmo com pequena queda na renda fixa, vimos o mercado de capitais batendo recorde no primeiro semestre”, ressalta o diretor da Anbima, Cesar Mindof.

Os executivos da Anbima destacam a forte recuperação dos instrumentos híbridos. Os Fiagros movimentaram R$ 8,3 bilhões no primeiro semestre, ante R$ 2,1 bilhões há um ano. Nos fundos imobiliários, a categoria movimentou R$ 39,5 bilhões, ante R$ 19,3 bilhões no primeiro semestre de 2025.

A renda variável também ajudou a crescer o mercado como um todo, com captações de R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre, ante apenas R$ 3,7 bilhões na primeira metade de 2025. O período teve até uma oferta inicial de ações (IPO, em inglês), da Compass, o primeiro em quase cinco anos de jejum. Mas o maior volume foi de ofertas subsequentes (follow-on), que somaram R$ 22 bilhões.

Para Mindof, o mercado local está convergindo para um melhor cenário para os IPOs e para isso, é preciso os juros seguirem em queda. As operações aqui, como a da Compass, e as duas feitas no exterior por empresas brasileiras (PicPay e Agibank) mostram que há interesse por esse tipo de operação, disse na coletiva.

Contato: altamiro.junior@estadao.com

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